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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Nova nave privada americana está pronta para ser lançada rumo à estação espacial internacional

Foguete Antares sendo lançado
Um novo cargueiro privado americano fará seu primeiro voo para à estação espacial internacional em Setembro, abrindo o caminho para voos regulares de abastecimento de suprimentos ao laboratório orbital.

A Orbital Sciences anunciou que a janela de lançamento para a primeira missão da nave Cyguns à ISS (International Space Station) será entre 14 e 19 de setembro, a nave partirá da base de lançamento da NASA em Wallops, estado da Virginia. A missão irá ser lançada a partir do foguete Antares da própria Orbital Sciences, o qual fez seu primeiro teste em abril.

A Orbital ganhou um contrato de 1.9 bilhões de dólares com a NASA para fornecer no mínimo 8 voos de reabastecimento de suprimentos à ISS usando o foguete Antares e a nave Cygnus. Caso o voo de demonstração seja um sucesso, o primeiro voo com a capacidade total de operação deve acontecer no final desse ano, disse a Orbital em pronunciamento.
Nave Cygnus


O lançamento da nave Cygnus tinha sido planejado inicialmente para o ínicio de setembro, mas o lançamento da nave LADEE ( Lunar Atmosphere and Dust Environment Experiment) da NASA, tem a prioridade no centro de lançamento de Wallops. Essa nave tem a finalidade de investigar a atmosfera lunar e uma misteriosa levitação de partículas de poeira lunar. A janela de lançamento é entre 6 e 10 de setembro.

Mas caso ocorra um atraso no lançamento da nave LADEE, a Orbital está pronta para lançar o foguete Antares com a nave Cygnus até o fim de Agosto. A nave Cygnus já está preenchida com 589Kg de combustível e espera-se acrescentar mais 113 Kg posteriormente, disse a companhia. A nave está programada para acoplacar com a estação espacial em 22 de setembro.



domingo, 23 de junho de 2013

Fusão Nuclear pode levar o homem à Marte em 30 dias

A fusão nuclear, a mesma fonte de energia do sol e outros estrelas pode um dia ser a fonte de energia dos foguetes que permitiram uma viagem de ida e volta à Marte em 30 dias, dizem os pesquisadores. 
Os foguetes movidos a fusão nuclear prometem resolver os problemas das viagens tripuladas à Marte que tem sido adiadas, devido a longa jornada, altos custos e riscos de saúde e dentre outros. Cientistas da universidade de Washington e a companhia MSNW disseram que estão um passo mais próximo da criação de um combustível viável para viagens para outros planetas.
"Usando a tecnologia existente de propulsão, é quase impossível que os seres humanos explorem lugares além da órbita da Terra", disse John Slough, um pesquisador associado da universidade de Washigton. "Nós esperamos ter uma fonte de energia muito mais poderosa no espaço para que possamos fazer viagens interplanetárias."
Estimativas anteriores estimaram que uma viagem de ida e volta até Marte levaria em torno de 500 dias. Slough, que é presidente da MSNW e seus colegas calcularam que um foguete utilizando propulsão nuclear poderia fazer essa viagem ser de 30 a 90 dias. O projeto é financiado através do programa da NASA de inovação e recebeu a segunda rodada de fundos para o programa em março.
Para comparação, estudos realizados pela NASA sobre um possível voo tripulado à Marte levaria cerca de dois anos para ser completado e custaria em torno de 1.2 bilhões de dólares somente para lançar o combustível necessário para a missão de acordo com o time de Slough.
A fusão nuclear ocorre quando dois núcleos  ou mais de átomos se combinam, isso resulta numa liberação enorme de energia. O sol e outras estrelas convertem essa energia em forma de luz e o mesmo processo é utilizado também é utilizado nas bombas de hidrogênio (bombas atômicas). 
Mas para usar a fusão nuclear em uma espaçonave é necessário controlar o processo.

Câmara usada para testar a fusão nuclear na universidade de Washington 

Testes laboratoriais feitos por Slough e seu time sugere que a fusão nuclear possa ocorrer comprimindo um tipo especial de plasma a alta pressão em um campo magnético. Um grão de areia desse material poderia ter a mesma quantidade de energia do que os atuais combustíveis utilizados em foguete, disse o seu time.
Para esse combustível propelir um foguete à Marte, o time disse que é necessário um poderoso campo magnético  para que os anéis de metais (provavelmente feitos de lítio) colapsarem em torno do material de plasma, comprimindo isso para o estado de fusão, mas somente por alguns microsegundos. A energia dessa rápida fusão nuclear iria aquecer e ionizar o escudo de metal formado por anéis. O metal quente e ionizado iria ser lançado para fora através de uma tubeira a alta velocidade. Repetindo esse processo a cada minuto a espaçonave seria propelida, disseram os pesquisadores.
Slough disse que o projeto é totalmente possível. O próximo passo do time é combinar os testes isolados em um experimento final, que irá produzir essa tecnologia.
Fonte: Space.com

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Água na Lua

Segue abaixo um vídeo explicando como os cientistas detectam a possível presença de água no solo lunar.

Desde 1960 cientistas tem suspeitado que a água congelada possa existir nas crateras do lado escuro da lua. Enquanto, missões anteriores indicaram indícios de água na lua, um novo conjunto de medidas LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter)  apontou áreas próximas ao polo sul da lua que provavelmente tem água congelada. 







Fonte: nasa.gov

domingo, 2 de junho de 2013

O asteroide 1998 EQ2 capturado por um radar da NASA

A seguir segue o vídeo do asteoride 1998 EQ2 capturado por um radar da NASA no dia 29 de maio de 2013. O asteroide estava a uma distância de 6 milhões de quilômetros da Terra. Ou seja, a mais ou menos 16 vezes a distância Terra - Lua. Esse asteroide tem cerca de 2.7 quilômetros de diâmetro. Repare no vídeo que o asteroide tem sua própria Lua.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Novo foguete americano é lançado com sucesso

Segue abaixo o vídeo do lançamento de um novo foguete americano! O foguete Antares foi construído pela empresa Orbital Sciences, e esse voo foi uma das demonstrações tecnológicas que a Orbital precisava demonstrar à NASA para mostrar que está capacitava a enviar cargas à Estação Espacial Internacional.


Comentário: Enquanto isso o Programa Espacial Brasileiro continua sendo uma piada. Para acompanhar mais sobre o PEB acesse : http://brazilianspace.blogspot.com/ 

domingo, 14 de abril de 2013

A NASA assinou um contrato para adicionar um módulo inflável à Estação Espacial Internacional

Foto do Módulo Gênesis tirada no espaço pela Bigelow

A NASA assinou um acordo com uma empresa privada para anexar um módulo inflável na Estação Espacial Internacional, confirmaram os funcionários da agência espacial (dia 11 de Janeiro).

Sob o novo acordo, a NASA vai pagar 17,8 milhões dólares para a empresa Bigelow Aerospace situada em Nevada pelo módulo inflável, Bigelow Expandable Activity Module (BEAM), que será afixado no laboratório orbital como uma demonstração da tecnologia.

"Este acordo de parceria para o uso de habitats expansíveis representa um avanço na tecnologia de ponta que pode permitir que os seres humanos vivam no espaço de forma segura e acessível, além de anunciar os progressos importantes nos EUA na inovação comercial do espaço", vice-chefe da NASA Lori Garver, disse em um declaração.

O anúncio de hoje confirmaram os relatos que surgiram no início desta semana. Garver e o fundador e presidente Robert da Bigelow irão discutir o programa BEAM em um evento para a mídia no dia 16 de janeiro nas  instalações Bigelow Aerospace em North Las Vegas, disseram os oficiais da NASA.

O BEAM é provável que seja semelhante ao Gênesis Bigelow 1 e 2 Gênesis protótipos, que a empresa lançou em órbita em 2006 e 2007, respectivamente. Ambos os módulos Gênesis tem  4,4 metros de comprimento e 2,5 metros de largura, com cerca de 11,5 metros cúbicos de volume de pressão. 

Funcionários da Nasa disseram que o BEAM poderia estar em órbita cerca de dois anos depois de um anúncio oficial disseram funcionários da NASA. O módulo será provavelmente lançado por uma empresa privada, a SpaceX ou a Orbital Sciences Corp.

Os sonhos da Bigelow não param na Estação Espacial Internacional. A empresa quer lançar e conectar vários de seus maiores módulos expansíveis para criar estações espaciais privadas, que poderiam ser utilizados por uma grande variedade de clientes.

Inquilinos poderiam começar a orbitar habitats da Bigelow de várias maneiras diferentes. A empresa estabeleceu uma parceria com a SpaceX para uso de sua nave espacial Dragon e outro com a Boeing, para usar a cápsula gigante aeroespacial CST-100.

A Bigelow também está de olho em um posto avançado na lua, a empresa imagina usando seus módulos BA-330 (assim chamados porque eles oferecem 330 metros cúbicos de volume interno utilizável). Vários BA-330 habitats, juntamente com tanques e unidades de propulsão e energia, seriam unidos no espaço e, em seguida, levados para a superfície lunar.

A poeira Lunar seria empilhadas sobre os módulos para proteger contra a radiação, temperaturas extremas e micrometeoritos. Os clientes - sejam eles exploradores, cientistas ou turistas - podem entrar e estabelecer-se na lua.

Esta não é a primeira vez que a NASA fez uma parceria com uma empresa privada para trabalhar na Estação Espacial Internacional. A agência tem atualmente contratos de bilhões de dólares com a SpaceX e Orbital Sciences para voar missões de carga não tripulados para a estação.

A SpaceX, que detém um acordo de US $ 1,6 bilhão para 12 vôos, lançou sua cápsula Dragon em sua temporada primeira carga contratada em outubro passado. Orbital Sciences assinou um contrato de US $ 1,9 bilhão para oito missões, que é esperado para lançar vôos de teste de seu navio de carga robótica Cygnus novo foguete e Antares este ano.

A NASA também está ajudando as empresas privadas de voos espaciais desenvolver novos veículos para transportar astronautas para a órbita baixa da Terra. Em 2010, a agência concedeu um total de US $ 50 milhões a cinco empresas, incluindo a Boeing e a Sierra Nevada. A Boeing, Sierra Nevada e SpaceX dividiram $ 315 milhões em 2011 e US $ 1,1 bilhão em uma nova rodada de prêmios anunciadas em agosto passado.

A agência espacial espera que pelo menos uma dessas empresas tem uma nave espacial tripulada em funcionamento até 2017.

Assista o vídeo de como é o módulo Bigelow:




Fonte: Space.com

Para mais notícias sobre o programa espacial brasileiro acesse: http://brazilianspace.blogspot.com.br/

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Animação da NASA mostrando como eles pretendem capturar um asteroide e trazê-lo para órbita da Terra

Segue abaixo um vídeo da NASA mostrando como deve ser a missão para capturar um asteróide e trazê-lo para órbita da Terra. Na órbita da Terra tornaria-se mais viável a exploração do asteróide pelos astronautas.



Comentário: Como se pode ver leitor a NASA está com planos ambiciosos, pois ela sabe que o desenvolvimento da tecnologia espacial proporciona muitos melhorias a vida aqui na Terra. Além, de inspirar novos engenheiros e cientistas. Eu me pergunto e o Brasil o que anda fazendo para inspirar os suas crianças para serem engenheiros ou cientistas?


domingo, 7 de abril de 2013

O F-16XL uma aeronave que não possui as asas simétricas


Aeronave da NASA, F-16-XL
Nesta foto histórica de janeiro de 1996 da agência espacial dos EUA, uma visão em voo da aeronave de pesquisa da NASA, F-16XL, mostrando claramente que as asas da esquerda e direita não são semelhantes. No entanto, os pilotos que voaram nessa aeronave altamente modificada no centro de pesquisa de Dryden da NASA em Edwards, na California, afirmam que a assimetria criada por essas modificações na asa esquerda para o projeto de  Controle de Fluxo Laminar Supersônico (SLFC) foi facilmente contornado pelo sistema de controle de voo do F-16XL.

A aeronave voou 45 missões de pesquisas durante um período de 13 meses no programa SLFC que terminou em novembro de 1996. O projeto demonstrou que o fluxo de ar laminar ou liso pode ser conseguido através de uma porção maior de uma asa a velocidades supersônicas por utilização de um sistema de aspiração. O sistema atraiu uma pequena parte da camada limite de ar ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Camada_limite) através de milhões de minúsculos furos perfurados à laser na camada de titânio montada na asa superior esquerda.

Os dados adquiridos durante o programa estão sendo utilizados para desenvolver uma base de dados de calibração que podem ajudar na redução do arrasto aerodinâmico de um avião de transporte de segunda geração supersônico.

Comentário: A NASA em 1996 pesquisando avanços para serem utilizados em aviões do futuro. Enquanto isso no Brasil, o que andamos fazendo? 

domingo, 31 de março de 2013

PhoneSat, um satélite feito de componentes de prateleira

PhoneSat 1.0 sendo testado em um balão capaz de levar à altas
 altitudes pela NASA
A rápida proliferação e popularidade de dispositivos móveis aqui na Terra, como smartphones carregados com sistemas operacionais poderosos, vai encontrar um novo nicho mercado ", desta vez no espaço, graças ao projeto pioneiro da NASA PhoneSat. Que irá ser lançado ao espaço no próximo ano, PhoneSat pretende mostrar ao mundo que a partir de  componentes de prateleira pode-se ter construir equipamentos que fiquem no espaço, barateando assim os custos e permitindo  atividades educacionais e de cidadãos comuns.

O PhoneSat demonstra uma filosofia de levar uma idéia criativa, em seguida, construir e testar que a inspiração de uma forma muito rápida ... ao contrário de processos de planejamento de longo, típicos de grandes programas espaciais", disse Andrew Petro, diretor executivo do programa da NASA de pequenas naves espaciais dentro do Programa de Tecnologia Espacial na sede da NASA em Washington.

Petro disse que o PhoneSat é uma nova via a ser explorada para satélites de pequeno porte que, literalmente, "desbastar" a reduzir o custo de construção de futuras naves.

O PhoneSat aproveita de produtos comerciais já incluem nos chips ultra rápdios, muita memória e ultra-minúsculos sensores como câmeras de alta resolução e dispositivos de navegação.

Isso é uma mistura de atributos semelhantes ao que exigem uma nave espacial, disse Petro.

"Isso já está construído em smartphones e é isso que nós estamos aproveitando no projeto PhoneSat, o que pode levar a baratear os projetos de satélites."

O não uso do hardware tradicional


"A partir do nível programático, estamos explorando o uso de não-tradicionais provedores de hardware e sistemas ... fora do que você normalmente vê nas indústrias aeroespacial", disse Bruce Yost, gerente do programa da nave espacial pequena Tecnologia da NASA Ames Research Center em Moffett Field, Califórnia, lar de uma equipe unida de engenheiros que concebeu e desenvolveu  o PhoneSat.

"PhoneSat é uma maneira de encontrar outras maneiras de fazer algumas das nossas missões espaciais de uma maneira não-tradicional", disse Yost.

Há três satélites protótipo construído para o lançamento do Projeto PhoneSat, cada um "nanosatélite" que é um cubo de 4 polegadas e pesa apenas três quilos. Os três PhoneSats são chamados de Alexander, Graham, e Bell.

O PhoneSat 1.0 faz uso da tecnologia utilizada pelo smartphone Nexus One, fabricado pela HTC Corporation e tem como sistema operacional o Android do Google.


Uma versão beta do PhoneSat 2.0 une os dois movidos utilizados no PhoneSat 1.0. O PhoneSat 2.0 é construído em torno de uma atualização do smartphone Nexus S feita pela Samsung Electronics, que roda o sistema operacional Android do Google para fornecer um processador mais rápido, além da aviônica e giroscópios melhores.

PhoneSat 2.0 tem painéis solares para permitir maior tempo de missões e um receptor GPS. Tem também de bobinas magnéticas "bobinas magnéticas que interagem o campo da Terra para produizr torque", bem como as rodas de reação (atuadores para controle de atitude) para controlar ativamente a orientação do satélite no espaço.

"Estamos oferecendo um conjunto de três satélites, inseridos em um dispensador de mola presa ao veículo de lançamento. Eles estão empilhados lá como torradas", disse Jim Cockrell, PhoneSat gerente de projeto da NASA Ames 1,0.

O foguete Antares da Orbital Sciences Corporation, rugindo para o céu do vôo da NASA Wallops Facilidade em Wallops Island, Virgínia, vai ejetar o trio de espaçonave PhoneSat em órbita baixa da Terra em 2013.

Abordagem criativa e redução de custos

Uma abordagem criativa e de redução de custos na fabricação de painéis de energia solar a PhoneSat 2.0 é a utilização de células solares triangulares avançadas, ou TASC. Comprada da Spectrolab de Sylmar, Califórnia por um preço moderado, as células solares são os "restos" do processo de fabricação de células solares de maior dimensão.

Cockrell disse que as células são muito pequenas de modo que se precisa de mais para cobrir a área da superfície disponível no PhoneSat. As células oferecem alta eficiência (27 por cento) e, uma vez que são um subproduto do fabrico de células grandes, que são vendidas por um preço muito menor " cerca de US $ 250 para uma quantidade de 100, observou.

No entanto, uma outra avenida de corte de custos adotada foi o uso de motores brushless DC no projeto do PhoneSat.

Cockrell disse que a massa dos rotores dos motores fornecem toda a quantidade de movimento necessária. "Não existe volante externo conectado, e eles já veem com controladores de velocidade", disse ele, "para que os projetos mecânicos e elétricos têm mínimas partes móveis e são simples."

Porque eles são hardware de prateleira eles são muito mais baratos. Para comparação, Cockrell acrescentou, o menos caro, o espaço qualificado, purpose-built sistema de controle de atitude para CubeSats pode custar na ordem de grandeza duas vezes mais que o que o sistema de controle de atitude do PhoneSat feita a partir de peças de prateleira.

Demonstração de tecnologia

"O projeto PhoneSat é uma espécie de esforço de demonstração de tecnologia", disse Wolfe Jasper, responsável técnico para determinação de atitude e controle do veículo de lançamento para o Projeto PhoneSat na NASA Ames.

Durante o tempo do Projeto PhoneSat em órbita, uma comunidade global de rádio amador serão contratados, capaz de baixar e enviar pacotes de dados. Wolfe está ansioso para ver como eles criativamente utilizaram os PhoneSats em órbita da Terra.

"Pessoalmente, um dos outros benefícios da PhoneSat é a inspiração de pessoas a se envolverem com projetos no espaço", disse Wolfe.

"Nós queremos manter-se em contato com todas as tecnologias que estão saindo e continuamente encontrar novas aplicações para tecnologias de outras indústrias, principalmente indústrias de baixo custo." Petro disse que o projeto PhoneSat é um precursor de coisas por vir, que pode diminuir os custos de pequenas espaçonaves no futuro.

"É realmente uma revolução ... e isso está acontecendo", disse Petro. "Meu objetivo é chegar na frente desta onda e não ser levado por ela ... e ver onde a Nasa pode fazer uma contribuição para o campo."

Fonte: spacedaily.com

Para maiores informações sobre o programa espacial brasileiro acesse:
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Desmistificando o asteroide 2012 DA14, que está vindo ao encontro da TERRA

Desmistificando o asteroide 2012 DA14, o qual passará à menos de 36000 Km da Terra! A série de videos a seguir são as explicações dos pesquisadores da NASA sobre o asteroide, falando sobre a possibilidade de colisão, a órbita do asteroide, se é possível observar a olho nu e etc.  

Vídeos retirados da NASA.



The Flyby of Asteroid 2012 DA14 - A Discussion with Don Yeomans of NASA's Near-Earth Object Program Office at the Jet Propulsion Laboratory in Pasadena, Calif.
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An animation depicting the trajectory of asteroid 2012 DA14 as it travels within the Earth-moon system on Feb. 15, 2013.
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An overview of near-Earth objects with emphasis on the upcoming close approach of asteroid 2012 DA14.
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sábado, 26 de janeiro de 2013

Boom! A NASA irá destruir um satélite em nome da ciência

Lixo espacial em torno da órbita da Terra
 após uma colisão entre satélites
Fonte: Melrae Pictures/Space Junk 3D
 
Está em andamento a construção de um satélite, mas essa não será lançada ao espaço, ela será destruída propositalmente na Terra.

O satélite DebriSat é construído com os mais modernos componentes e métodos de fabricação. Mas uma vez testado, o satélite está sentenciado a destruição.

O satélite será alvo de uma experiência para examinar colisões em hipervelocidades no espaço, a fim entender as caraterísticas físicas dos destroços gerados por uma colisão de dois satélites. 

A NASA e Air Force's Space and Missile Systems Center são os patrocinadores do projeto do satélite DebriSat. O escritório da NASA para destroços orbitais localizado no Centro Espacial de Johson em Houston está liderando os esforços.

Avaliações do Impacto de Risco

Os dados gerados pela destruição do DebriSat serão valiosos em curto e longo prazo, afirmou J.C Liou, responsável da NASA.

"É esperado que os fragmentos gerados após colisões domine no futuro os detritos orbitais", disse Liou ao space.com. Portanto, segundo ele, um modelo que descreva com alta fidelidade o resultado de uma colisão de satélites - em termos do tamanho do fragmento, em massa, área por massa, a forma, e distribuições de composição - é necessária para uma operação viável de curto e de longo prazo avaliações de impacto de risco.

Essas avaliações de lidar com detritos tão pequenos quanto um milímetro são necessários para definição de um bom ambiente (modelagem) orbital de detritos, disse Liou. Algumas das distribuições de "grandes" fragmentos podem ser obtidos a partir das observações do sistema de vigilância dos EUA da rede (SNN). Mas os dados SSN estão limitados a 10 centímetros (4 polegadas) e os objetos de maiores dimensões. "A experiência que será realizada no laboratório é necessária para coletar dados para detritos menores", disse ele.

Tendo um alvo o satélite moderno, DebriSat a destruição do mesmo deverá melhorar o modelo da NASA para impactos gerados no espaço.

O laboratório de impactos 

Liou apontou que o Departamento de Defesa (DoD) e a NASA realizaram vários testes em laboratório de impacto no passado. Um dos principais experimentos de apoio ao desenvolvimento dos modelos da NASA e do DoD, foi  chamado de SOCIT,  Caracterização de Detritos Gerados após impactos em satélites.

Em um experimento realizado no laboratório em 1992, o alvo foi um satélite da Marinha dos EUA construído na década de 1960. Mas isto foi no passado, agora é diferente. Satélites atuais incorporam diferentes tecnologias e materiais do que os satélites de 40 anos atrás.

"Como novos materiais e técnicas de construção foram desenvolvidos para os satélites modernos, há uma necessidade de realizar testes adicionais em laboratório e utilizar os novos dados para aprimorar ainda mais os modelos de impacto", disse Liou.

Imagem ilustrativa do DebriSat
Fonte: Mark Werremeyer/University of Florida Space Systems Group



Integridade do resultado destrutivo

Uma equipe da universidade da Flórida está projetando e fabricando o DebriSat para o teste.

Para fabricar o DebriSat, um amplo estudo foi feito no passado, considerando as missões de órbita baixa na  Terra nos últimos 15 anos para a nave espacial que varia de um quilo a 5000 kg.

Este estudo identificou as tendências modernas no hardware, materiais e práticas de construção utilizados em missões recentes LEO. Enquanto DebriSat é um modelo de engenharia, uma atenção específica está a ser colocada sobre a qualidade, a quantidade, tipo e dos materiais utilizados na sua fabricação para assegurar a integridade do resultado destrutivo.

Com a exceção de software, todos os outros aspectos do projeto de um satélite, fabricação e integração de montagem e teste será tão rigorosa como a de um veículo de voo real, de acordo com autoridades envolvidas no trabalho do DebriSat.

DebriSat agora está programado para passar por um teste de impacto hipervelocidade no início de 2014, disse Norman Fitz-Coy, professor associado do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial e diretor do Grupo de Sistemas Espaciais da Universidade da Flórida, que está em Gainesville. Ele está liderando a  equipe da universidade.


Exercício de trabalho intensivo

Um teste de impacto hipervelocidade é aquele em que a quantidade de energia durante um certo impacto típico entre dois satélites em órbita é replicada, disse Fitz-Coy ao SPACE.com. O teste será realizado em  Centro de Desenvolvimento Arnold de Engenharia da Força Aérea, no Tennessee.

Após a colisão, quanto de trabalho está envolvido em juntar os pedaços e analisar como o satélite reagiu ao impacto?

"Nós não estamos na verdade, colando o satélite de volta," Fitz-Coy disse. "Em vez disso, estamos caracterizando o tamanho, forma  e etc dos  fragmentos resultantes do impacto. Este é um trabalho intensivo.

Liou da NASA disse que, após o teste, os especialistas da Universidade da Florida irão recolher fragmentos de até cerca de 0,08 polegadas (2 milímetros) de tamanho. Isso é quase tão fino como quanto a espessura de uma moeda de 1 centavo de dolar.

As dimensões dos fragmentos resultantes, irão ser medidos individualmente. Os dados serão entregues para a NASA e a Agência Espacial da Força Aérea e do Centro de Sistemas de Mísseis.

A NASA Orbital Debris Program Office vai liderar o esforço para analisar os dados e usar as informações para melhorar o modelo colisão de um satélite, disse Liou.


Fonte: Space.com

Quer saber mais sobre o programa Espacial brasileiro acesse: http://www.brazilianspace.blogspot.com.br/


sábado, 19 de janeiro de 2013

Quais são as possíveis missões com o novo foguete americano SLS?

Imagem Ilustrativa do SLS
Crédito : Boeing
A NASA está planejando viagens espaciais muito além de um asteróide perto da Terra, a Lua ou Marte através do seu novo foguete de grande capacidade que está em desenvolvimento. O Sistema de Lançamento Espacial (SLS), como é chamado, pode visitar Plutão ou retornar amostras  de rochas de outros planetas exteriores.

Uma missão de sobrevôo não tripulado a Caronte, uma lua de  Plutão, missões de trazer amostras da lua Europa de Júpiter ou Titã de Saturno, ou um vôo  para coletar amostras da atmosfera de Júpiter ou os jatos de água gelada de Enceladus de Saturno - todos seriam possíveis com  esse novo veículo capaz de lançar ao espaço cargas de até 130000 Kg. 

O primeiro lançamento do SLS está previsto para 2017, mas não irá ter um estágio superior e será capaz de colocar apenas 70.000 kg em órbita baixa da Terra. A partir de 2022, no entanto, o foguete deverá ter motores foguetes mais potentes e um estágio superior para dar-lhe uma capacidade de entregar  130000 Kg na órbita terrestre.

Tais cargas grandes serão transportadas dentro do cone do foguete, que têm um diâmetro de cerca de 10 m, dando ao sistema de lançamento espacial de um volume de carga útil de cerca de 1,100 metros cúbicos. O foguete em si tem um diâmetro de cerca de 8,4 metros. 

Saiba quanto vai custar esse novo foguete americano. Preço do Novo Foguete Americano!


Inúmeras possibilidades para a Ciência

É esta combinação de uma  grande capacidade de carga e volume que irá propiciar missões ambiciosas, como a coleta de amostras de planetas do nosso sistema solar.

"A maioria da comunidade científica ainda não pensou além da capacidade de elevação atual. Cientistas ainda não pensaram sobre o que a massa e o volume que poderão usar", disse Kenneth Bruce Morris, Booz Allen Hamilton associado sênior,  no 63 º Congresso Internacional de Astronáutica anual em Nápoles, Itália, em 05 de outubro. Apresentação de Morris foi co-autoria com o Marshall Space Flight Center. Antes de de se unir a Booz Allen Hamilton, Morris foi o líder da NASA de planejamento para a utilização do Ares V  no âmbito do programa Constellation, agora cancelado.

Devido à capacidade de carga útil do SLS, as futuras naves espaciais serão capazes de possuir grandes sistemas de propulsão e além de levar mais combustível, o que lhes permite reduzir o tempo de missão e levar mais instrumentos. Para chegar a outros planetas, as naves espaciais atuais tiveram que fazer várias manobras de gravidade assistida em torno dos planetas interiores para alcançar a velocidade necessária,  entretanto isso leva muito tempo. O SLS pode aumentar o tempo de missão, uma vez que seus sistemas de propulsão maiores permitiria trajetórias mais diretas.

Outra vantagem do SLS é a possibilidade de reduzir o número de lançamentos separados, que missões complexas exigirão. Por exemplo, com foguetes existentes, uma missão de amostra exterior para um planeta exigiria muitos lançamentos para montar a nave espacial. Com o SLS, no entanto, a missão pode ser conseguida com menos lançamentos, ou mesmo apenas um, reduzindo a complexidade.


Além da coleta das amostras, o novo foguete pode entregar vários rovers para a superfície de Vênus ou realizar a blindagem substancial necessária para o funcionamento de longo prazo no ambiente de radiação dura do sistema de Júpiter.

"Estamos conversando com a comunidade científica. Maior parte do nosso foco tem sido alvo um-em-uma interação entre SLS e missões de alta prioridade da ciência nas próximas décadas, discutindo opções e mutuamente benéficos", disse Stephen Creech, gerente de desenvolvimento estratégico do SLS, do Marshall da NASA Space Flight Center, ao SPACE.com.


Progressos no Desenvolvimento

Em 25 de julho, o programa SLS passou por duas revisões importantes, para definição do sistema combinado e dos requisitos do sistema, para se mover em direção a sua revisão de projeto preliminar, prevista para final de 2013. A revisão crítica do SLS está prevista para o início de 2014. Estes vários pontos de verificação permiti pavimentar o caminho para o projeto do SLS para então iniciar a construção de fato.

Bem como missões a outros planetas, o SLS pode lançar telescópios espaciais que operam no segundo ponto estável Sol-Terra, L2 (Langrage), um ponto no espaço onde a gravidade do sol e da Terra entram em equilíbrio e anulam um ao outro. Projetado para observar a luz ultravioleta, visível e infravermelho próximo, esses telescópios espaciais iriam usar grandes espelhos com diâmetros de cerca de 16 metros. Um telescópio de espelho de 16 metros poderia encontrar e caracterizar planetas alienígenas em torno de outras estrelas.

Tais sistemas de imagens grandes também poderia ser útil para os satélites do governo dos EUA Escritório Nacional de Reconhecimento e outros departamentos tais como o de Defesa. Além disso, poderia lançar  naves espaciais robótica para a órbita geoestacionária.

Porque o Sistema de Lançamento Espacial seria capaz de entregar estruturas muito grandes, com alguns lançamentos, pode também colocar em órbita, para a montagem, os componentes de  para uma estação de energia no espaço. Tal satélite poderia ser um empreendimento comercial.


Estações espaciais privadas

Outro empreendimento comercial o SLS pode ajudar o lançamento da estação espacial privada da companhia Bigelow Aerospace. Creech da NASA confirmou a SPACE.com que a agência espacial está em conversas com a Bigelow.

A empresa propôs uma estação espacial privada, que seria alugada por governos e empresas para a pesquisa, que será composto por quatro módulos infláveis ​​Bigelow BA330, um nó de encaixe e uma unidade de propulsão. Cada BA330 tem um volume total 330 metros cúbicos. O primeiro BA330 é para ser lançado ao espaço pela SpaceX através do foguete Falcon 9 em 2015.

Segundo os planos da NASA de exploração,  a missão tripulada Orion será lançada em cima de um foguete SLS,  e poderá ir para um asteróide depois de uma viagem ao redor da lua em 2021. A missão de asteróides seria uma viagem ao espaço profundo para os astronautas, uma missão de teste intermediário podia ver a equipe ir para a plataforma no Lagrange L2 ponto.

Lockheed, o contratante principal da Orion, também está considerando missões alternativas para a cápsula espacial. Josh Hopkins, arquiteto Lockheed Martin Space Systems "a exploração do espaço, descreveu a SPACE.com um experimento em órbita para criar uma força centrífuga a bordo de Orion, que daria astronautas uma experiência de gravidade semelhante.

"Nós estamos olhando para um teste de gravidade artificial onde você coloca uma nave  Orion em uma corda com uma massa e faz girá-los e Orion não é projetada para ser girada e por isso estamos trabalhando nisso, estamos interessados ​​nela ", disse SPACE.com.


Fonte: Space.com


Pessoal gostaria de pedir um favor votem nesse amigo meu, Wagner Mahle para ele disputar uma viagem ao espaço (Promoção da AXE)! É somente um click! Clique na foto para abrir a página ou no link abaixo da foto.




https://www2.axeapollo.com/pt_BR/108595/wagner-mahler?image=0

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A NASA está testando o reabastecimento robótico no espaço


Robôs possuem certas vantagens quando estão trabalhando em ambientes hostis como é o caso do espaço. Eles não estão suscetíveis há: fome, sono ou lesões sérias para começar. Os robôs são capazes de ter alta precisão, e além de realizar tarefas tediosas que consomem muitos recursos e atenção dos já bastantes ocupados astronautas e operadores de Terra. Em uma importante demostração de novas tecnologias, os engenheiros da NASA tentarão simular a transferência de combustível de um veículo para um outro veículo, no espaço, utilizando somente robôs para fazer o trabalho. A missão que está sendo chamada de missão de reabastecimento robótico é um grande passo no desenvolvimento das capacidades robóticas no espaço.

Fonte: NASA.gov

PARA informações do capenca programa espacial brasileiro, PEB, acesse : http://brazilianspace.blogspot.com.br/.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A nova geração de satélites, TDRS (Tracking and Data Relay Satellite)

Imagem Ilustrativa do satélite TDRS
Fonte: NASA

O projeto Tracking and Data Relay Satellite, conhecido como TDRS, fornece comunicação entre as naves espaciais e  além de  manter e ampliar a Rede Espacial da NASA. O satélite TDRS-K, é o conhecido como o mais novo da frota, está programado para lançamento 29 de janeiro de 2013. O TDRS-K é o primeiro dos três satélites quer irão ser lançados da próxima geração destinados a garantir a continuidade operacional vital para a NASA, expandindo a vida útil da frota. Cada um dos novos satélites tem um novo painel solar de alto desempenho capaz de fornecer mais energia para o satélite. Esta atualização irá retornar o processamento de sinal para o serviço de acesso à banda S múltiplo para  a estação de solo - a mesmo que a primeira geração dos satélites TDRS. Em terra esse processamento permite que o TDRS atenda a mais clientes com diferentes necessidades de comunicação.

O centro espacial da NASA de comunicação e de navegação, que faz parte do diretório de exploração humana com sede da agência em Washington, é responsável pela rede TDRS. Enquanto o foguete, Atlas 5 é fornecido pela United Lauch Alliance.

Segue abaixo uma imagem impressionante do satélite!

Satélite TDRS, sendo testado
Fonte : NASA














Fonte: NASA.gov

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Como a NASA irá gastar seu orçamento de 2013 previsto em torno de 17.7 bilhões de doláres


Comentário: Na época da corrida espacial o orçamento da NASA era em torno de  3% a 4% do orçamento federal americano, ou seja, em valores atuais seria na ordem de 111 bilhões de dólares. Mesmo com essa redução o orçamento americano é o maior do mundo para pesquisas espaciais. Para servir de comparação o Brasil dispõe em torno de 300 a 500 milhões de reais por ano para gastar com o seu programa espacial. Isso é em torno de 0.015% do orçamento federal que para o ano de 2013 é de 2.4 trilhões de reais. Repare caro leitor, que talvez essa discrepância de investimento em ciência e tecnologia, explique algumas coisas no Brasil tais como: porque continuamos a ser uma economia de bens primários, temos muitas poucas empresas de alta tecnologia e etc. Enquanto isso, os americanos tem os aviões mais modernos do mundo, carros, telefonia, medicina e etc.

Vale salientar outros países que investem maciçamente no setor espacial: Alemanha, China, Índia, Japão, Coréia do Sul, França e etc. Será que existe alguma relação com o desenvolvimento tecnológico desses países?





quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Novas pesquisas trazem um duvidoso exoplaneta à "VIDA"

Uma segunda análise dos dados do Telescópio Espacial Hubble da NASA reativaram a alegação de que a estrela Fomalhaut hospeda um exoplaneta maciço. O estudo sugere que o planeta, chamado Fomalhaut b, é um objeto raro e possivelmente único que está completamente encoberto por poeira.

Fomalhaut é a estrela mais brilhante da constelação de Piscis Austrinus e fica 25 anos-luz de distância.

Em novembro de 2008, os astrônomos do Hubble anunciaram o exoplaneta, chamado Fomalhaut b, como sendo o primeiro observado através de luz visível em torno de uma outra estrela. O objeto foi fotografado em torno de um vasto anel de detritos, mas desviado da sua estrela hospedeira. A localização do planeta e sua massa, que não é maior que três vezes a de Júpiter - parecia os indícios para explicar a sua gravidade e a  aparência do anel.

Estudos recentes têm afirmado que esta interpretação planetária está incorreta. Com base no movimento aparente do objeto e a falta de uma detecção infravermelha pelo telescópio Espacial Spitzer da NASA, eles argumentam que o objeto é uma nuvem de poeira de curta duração que não tem nada a ver com um planeta.

Uma nova análise, no entanto, trouxe o  planeta de volta à "vida".




"Embora nossos resultados desafiam seriamente o paper da descoberta original, nos fazemos de uma maneira mais elegante as interpretações sobre o objeto, que deixa intacta a conclusão principal, que Fomalhaut b é de fato um planeta enorme", disse Thayne Currie, um astrônomo anteriormente da NASA Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, e agora na Universidade de Toronto.


O estudo relatou que a descoberta da variação do brilho Fomalhaut b variou por um fator de dois e citou isso como evidência de que o planeta foi acreção de gás. Estudos de acompanhamento em seguida, interpretaram esta variabilidade como prova de que o objeto estava passando realmente por nuvem de poeira.

No novo estudo, Currie e sua equipe observações reanalisaram os dados do Hubble sobre a estrela, de 2004 e 2006. Eles facilmente encontraram o planeta em observações feitas em comprimentos de onda visíveis perto de 600 e 800 nanômetros, e fizeram uma nova detecção de luz violeta em cerca de 400 nanômetros. Em contraste com a pesquisa anterior, a equipe verificou que o planeta permaneceu com brilho constante.


A equipe tentou detectar Fomalhaut b no infravermelho usando o telescópio Subaru, no Havaí, mas foi incapaz de fazê-lo. As não detecções  com os telescópios Subaru e Spitzer implica que Fomalhaut b deve ter menos duas vezes a massa de Júpiter.

Outra questão controversa tem sido a órbita do objeto. Se Fomalhaut b é responsável pela borda do anel de poeira, então ele deve seguir uma órbita alinhada com o anel e agora deve estar se movendo em sua velocidade mais lenta. A velocidade implícita no estudo original parecia ser muito rápida. Além disso, alguns pesquisadores argumentaram que Fomalhaut b segue uma órbita inclinada, que passa através do plano do anel.

Usando os dados do Hubble, a equipe de Currie estabeleceu que Fomalhaut b está se movendo com uma velocidade e uma direção consistente com a idéia original de que a gravidade do planeta está modificando o anel de poeira.




"O que temos visto em nossas análises é que a distância mínima do objeto a partir do disco quase não mudou nada em dois anos, o que é um bom sinal de que ele está em uma órbita "boa" ", explicou Timothy Rodigas, um estudante de pós-graduação na Universidade do Arizona e  membro da equipe.

A equipe de Currie também abordou estudos que interpretam Fomalhaut b, como uma nuvem de poeira compacta não gravitacionalmente ligadas a um planeta. Perto do anel de Fomalhaut, devido a dinâmica orbital a tal nuvem se espalharia ou dissiparia completamente em menos de 60.000 anos. Os grãos de poeira experimentam forças adicionais, que operam em escalas de tempo muito menores, do que eles interagem com a luz da estrela.


"Dado o que sabemos sobre o comportamento da poeira e do ambiente onde o planeta está localizado, pensamos que estamos vendo um objeto planetário que está completamente incorporado por poeira, em vez de uma nuvem de poeira flutuando livremente", disse o membro da equipa de John Debes , um astrônomo do Space Telescope Science Institute em Baltimore, Maryland.

Um artigo descrevendo os resultados foi aceito para publicação no Astrophysical Journal Letters.


Porque os astrônomos detectaram Fomalhaut b pela luz da poeira ao redor e não por luz ou calor emitido pelo sua atmosfera, já não é mais classificado como um "exoplaneta detectado diretamente através da luz vísivel.".

Fomalhaut foi alvejado com o Hubble mais recentemente em maio por outra equipe. Essas observações estão atualmente sob análise científica e devem ser publicados em breve.


Fonte: Nasa.gov

SE QUISER SABER QUAL É A REALIDADE DO PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO LEIA O SEGUINTE BLOG http://brazilianspace.blogspot.com.br/2013/01/o-peb-o-chucky-e-as-previsoes-para-o.html

sábado, 15 de dezembro de 2012

A NASA prepara as sondas gêmeas Ebb e Flow para colidirem com a LUA na segunda-feira

Foto de onde será o impacto
Fonte:NASA
Pasadena, Califórnia - As sondas gêmeas da NASA que estão orbitando a Lua e foram utilizadas pelos cientistas para compreender mais sobre a estrutura interna e composição da Lua estão sendo preparadas para a sua descida controlada (destruição) e impacto em uma montanha perto do pólo norte da lua em cerca de 2:28 pm PST (17:28 EST) segunda, 17 de dezembro.

Ebb e Flow (nomes das Sondas), que fazem parte da missão  GRAIL , estão sendo enviados propositadamente a colidir com a superfície lunar, porque sua órbita baixa e baixos níveis de combustível impede mais operações científicas. O sucesso científico da missão gerou a mais alta resolução de um mapa do campo de gravidade de qualquer corpo celeste. O mapa irá fornecer uma melhor compreensão de como a Terra e outros planetas rochosos do sistema solar se formaram e evoluíram.

"Vai ser difícil dizer adeus", disse a investigadora principal  da missão GRAIL, Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Cambridge. "Nossos pequenos gêmeos robóticos têm sido exemplares da família do GRAIL, e a ciência planetária tem avançado de uma forma importante por causa de suas contribuições".

A montanha onde as duas espaçonaves irão colidir está localizado perto de uma cratera chamada Goldschmidt. Ambas as sondas estão voando em formação em torno da Lua desde 01 de janeiro de 2012. Elas foram nomeadas por alunos do ensino fundamental, em Bozeman, Montana., que ganharam um concurso. A primeira sonda a chegar à lua, Ebb, também será a primeira a colidir, em 02:28:40 PST. Flow seguirá Ebb cerca de 20 segundos mais tarde.

Ambas espaçonaves atingirá a superfície com uma velocidade de 3,760 mph (1,7 km por segundo). Nenhuma imagem será retirada porque o ponto de impacto esperado estará na sombra no momento. 

Flow e Ebb  irão realizar um experimento final antes de sua missão terminar. Elas irão disparar seus motores principais até seus tanques de combustível esvaziarem por completo para determinar com precisão a quantidade de combustível restante em seus tanques. Isso vai ajudar os engenheiros da NASA a validar modelos de computador para o consumo de  combustível, melhorando assim as previsões das necessidades de combustível para futuras missões.

"Nossos gêmeos lunares podem estar no último momento de suas vidas operacionais, mas uma coisa é certa, eles estão indo "dançando"", disse o gerente de projeto GRAIL, David Lehman, do Laboratório de  Propulsão a Jato da Nasa Laboratory, em Pasadena, Califórnia "Mesmo durante a última metade de sua última órbita, nós vamos fazer uma experiência de engenharia que poderia ajudar futuras missões operar de forma mais eficiente. "

Porque a quantidade exata de combustível restante a bordo de cada sonda é desconhecida, navegadores e engenheiros de missão projetaram o a queima total do combustível para permitir que as sondas desçam gradualmente por várias horas e muito perto da superfície da lua até o terreno elevado da montanha alvo ficar em seu caminho .

A manobra que vai mudar a órbita as naves espaciais e assegurar o impacto está agendada para ter lugar sexta de manhã, 14 de dezembro.

"Tal cenário de fim de missão original requer um planejamento de missão e navegação extensa e detalhada ", disse Lehman. "Nós tivemos a nossa quota de desafios durante esta missão e sempre vem através de cores de vôo, mas ninguém que eu conheça aqui já sobrevoou uma montanha da lua antes. Vai ser o primeiro para nós, isso é certo."

Durante a sua missão principal, entre março e maio, Ebb e Flow coletaram  dados  enquanto estavam em órbita a uma altitude média de 34 milhas (55 quilômetros). Sua altitude foi reduzida para 14 milhas (23 quilômetros) para a sua missão estendida, que começou a 30 de agosto e, por vezes, colocou a poucos quilômetros da superfície lunar.

JPL gerencia a missão GRAIL para Missões Científicas da NASA em Washington Direcção. A missão é parte do Programa de Descoberta gerido pelo Marshall  Space Flight Center da NASA, em Huntsville, Alabama Lockheed Martin Space Sistemas em Denver construiu a nave espacial. JPL é uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena.

Segue um vídeo abaixo mostrando de como será o impacto!

Fonte: NASA.gov


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Astronautas da ISS comandam robô na Terra via "Internet Interplanetária"


Astronaut Sunita Williams Interview
Astronauta Sunita Williams.
A NASA e a ESA (Agência Espacial Européia) testaram no último mês (Outubro/2012) um protótipo de um sistema de comunicação que um dia poderá ajudar a viabilizar uma Internet como meio de comunicação entre robôs em outro planeta e a Terra.

A astronauta Sunita Williams, atual comandante da ISS, utilizou um sistema de comunicação experimental da NASA denominado Rede Tolerante a Interrupção (Disruption Tolerant Networking - DTN) para conduzir um pequeno robô LEGO que estava localizado no centro de operações da ESA na Alemanha.

Funcionários da NASA disseram que o experimento liderado pelos Europeus simulou um cenário onde um astronauta orbitando um planeta controla um carrinho robô na superfície deste planeta.

De acordo com Badri Younes, administrador associado adjunto para comunicação e navegação espacial da NASA, a demonstração mostrou a viabilidade de usar novas infraestruturas de comunicação para enviar de uma espaçonave, orbitando um planeta, comandos para um robô na superfície deste planeta e receber de volta na espaçonave imagens e dados deste robô. 

Ainda de acordo com Younes, o protocolo experimental DTN que foi testado na ISS, um dia poderá ser utilizado por homens a bordo de uma espaçonave em órbita de Marte para operar robôs em sua superfície; ou até da Terra, utilizando satélites retransmissores orbitando Marte.

A arquitetura DTN da NASA é uma nova tecnologia que foi desenvolvida para padronizar as comunicações de longas distâncias e sujeitas a atrasos de tempo. Esta arquitetura é possui um protocolo de comunicações denominado Bundle Protocol (BP) que é similar ao Protocolo IP (Internet Protocol) utilizado na Internet. 

A grande diferença entre os dois protocolos (IP e BP) é que o protocolo IP assume uma comunicação sem erros, isto é, os dados entre a origem e destino é feita sem nenhum erro e atraso; o protocolo BP foi desenvolvido para suportar erros, atrasos e desconexões, falhas comuns em comunicações espaciais.  Os dados transmitidos pela rede BP são enviados em uma série de pequenas etapas. O protocolo aguarda até que o nó esteja disponível e envia.

Fonte: Space.com


Comentário: Será que nossas universidades, institutos de pesquisa e empresas já ouviram falar deste protocolo ?

domingo, 11 de novembro de 2012

Destrinchando o maior Foguete já construído pelo Homem, Saturno V

Learn about the huge Saturn V rocket booster that launched men to the moon, in this SPACE.com infographic.
Source SPACE.com: All about our solar system, outer space and exploration

Projetado para levar três astronautas da Apollo à Lua e voltar, o Saturno V fez o seu primeiro teste de voo não tripulado em 1967. Um total de 13 foguetes Saturno V foram lançados a partir de 1967 até 1973, realizando as missões Apollo, assim como a estação espacial Skylab. Cada parte do foguete gigante é usado e depois descartado durante a missão. Apenas o pequeno módulo de comando sobrevive para retornar à Terra. 

O primeiro estágio do foguete Saturno V transporta 203.400 galões (770 mil litros) de combustível de querosene e 318.000 galões (1.200.000 litros) de oxigênio líquido necessários para a combustão. Na decolagem, no primeiro estágio cinco motores de foguete F-1 são utilizados para produzir 7,5 milhões de libras de empuxo. A uma altitude de 42 milhas (67 km), os motores F-1 são desligados. Parafusos explosivos são utilizados para ejetar o primeiro estágio e em seguida ele cai no Oceano Atlântico. [Saturno motores de foguete V explicada (Infográfico)] A segunda etapa utiliza 260.000 galões (984 mil litros) de combustível de hidrogênio líquido e 80.000 galões (303.000 litros) de oxigênio líquido. Alguns segundos após a segunda fase os cinco motores do foguete são ignitados, e um saiote de proteção na extremidade inferior do segundo estágio é descartado. Pouco tempo depois disso, o módulo de emergência é descartado, pois ele é apenas utilizável abaixo de 19 milhas altitude. Aos 9 minutos e 9 segundos após o lançamento, o segundo estágio é descartado e o motor do terceiro estágio do foguete é acionado. 

O terceiro estágio consome 66.700 galões (252.750 litros) de combustível de hidrogênio líquido e 19.359 galões (73.280 litros) de oxigênio líquido. O motor do terceiro estágio do foguete é acionado em até 11 minutos e 39 segundos após o lançamento, quando o veículo já atingiu a velocidade suficiente para orbitar a Terra. Cerca de duas horas e meia mais tarde, o motor terceiro estágio é reiniciado para enviar a nave espacial Apollo fora da órbita da Terra e para a lua. Depois que os astronautas da Apollo realizam o docking com o módulo de aterrissagem lunar e se afastam do terceiro estágio, o foguete passa para a fase balística com objetivo de aterrissar na superfície lunar.

Comentário: Os astronautas que pegaram carona nesse foguete são verdadeiros heróis. Os foguetes do jeito que são concebidos hoje são bombas controladas, se algo der errado tudo vai para o céu! Apenas para ter uma ideia o Saturno V tinha o equivalente de energia armazenada a 5% da capacidade da bomba atômica de Hiroshima! 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Boeing e a NASA estão desenvolvendo juntas um avião revolucionário

Avião X-48C

O avião, X-48,  em desenvolvimento pela Boeing fez seu vôo número 100 no final de outubro no centro de pesquisa de Dryden da Nasa, que se localiza na base da força área de Edwards , na Califórnia.

O marco ocorreu  no dia 30 outubro quando a aeronave não tripulada X-48C realizou dois voos de  25 minutos cada - esses foram o sétimo e oitavo voo para o X-48C, uma vez que ele começou a voar em 7 de agosto. Entre 2007 e 2010, a aeronave na configuração do X-48B, fez 92 vôos.

"Mais uma vez, trabalhando em uma estreita colaboração com a NASA, temos o prazer de passar mais um marco de vôo-teste em nosso trabalho para explorar e validar as características aerodinâmicas e eficiência do conceito Blended Wing Body", disse o gerente do projeto X-48, da Boeing para pesquisa e tecnologia., Mike Kisska.

"Estamos entusiasmados com o sucesso contínuo de nossos testes de vôo e os dados úteis que foram coletados durante os oito primeiros vôos do X-48C", acrescentou Heather Maliska, gerente de projetos da NASA em Dryden para o X-48C.

Kisska observou que, com 100 voos de teste já realizados, o X-48 ultrapassou em muito o recorde anterior de 40 voos realizados por um único avião não-tripulada X-plane, realizado por um dos X-45A, um avião de combate não tripulados, também desenvolvido pela Boeing .

O X-48 é um modelo em escala de um avião de carga pesada, subsônico que renuncia o projeto do avião convencional de tubo-e-asa em favor de uma concepção delta modificada que efetivamente combina a asa do veículo e corpo em uma configuração bem delineada.

A Boeing e a Nasa acreditam que o conceito de corpo misto ou híbrido oferece o potencial a longo prazo do consumo de combustível significativamente menor e maior redução de ruído.

O gerente do programa "Blended wing body" da Boeing, Bob Liebeck, disse que testes anteriores de voo do X-48B provou que uma aeronave de corpo Blended Wing pode ser controlada de forma tão eficaz quanto uma aeronave convencional de tubo-e-asa, durante pousos e decolagens e em outros regimes de baixa velocidade durante o vôo. Com o X-48C, a equipe está avaliando o impacto da blindagem contra o ruído durante o voo em baixa velocidade.

O X-48C, que foi modificado a partir da versão X-48B anterior, é configurado com dois pequenos motores de 89 libras de empuxo-turbo em vez dos três de 50 libras de empuxo-motores do B-modelo.

Os winglets nas pontas das asas sobre o X-48B foram realocados dentro ao lado dos motores do modelo C, efetivamente transformando-os em caudas gêmeas, e a plataforma de popa foi estendida cerca de dois metros na traseira.

A equipe da Boeing-NASA espera voar com o X-48C aproximadamente mais 20 vezes, antes de concluir o fim dos testes.

Fonte: Spacedaily.com

Comentário: Espero que a empresa brasileira de aviões, Embraer, tenha alguma iniciativa nesse sentido, de aliar as instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de novas tecnologias. Pois, essas empreitadas trazem bastantes gastos e torna-se difícil para uma das instituições arcar sozinho com os custos. Mas no final é recompensador.