Petição Pública

Petição Pública, ajude a salvar o Programa Espacial Brasileiro(PEB)



Se você é realmente brasileiro, ama seu país, acredita no PEB e na sua estratégica necessidade para o futuro de nossa sociedade, exerça a sua cidadania e junte-se a nós nessa luta de levarmos finalmente o Brasil a fazer parte desse fechadíssimo Clube Espacial dos países que dominam o ciclo completo de acesso ao espaço.

Clique na imagem acima para ajudar essa causa!

Mostrando postagens com marcador programa espacial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador programa espacial. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

China desenvolve um avião espacial para competir com os EUA

Imagem da Nave Espacial Shelong

Apesar do próximo vôo da nave secreta americana, X-37B Mini-shuttle, da Força Aérea dos EUA estar se aproximando, os analistas estão de olho no plano da China para uma nave similar, o Shenlong.

No ano passado, vários órgãos da mídia chinesa anunciaram um vôo de teste do avião espacial Shenlong que aparentemente incluiu seu lançamento aéreo de um bombardeiro H-6. Mas a natureza do teste do projeto Shenlong, bem como o que o veículo robô realmente representa, sempre foram incompletas.

Vários observadores americanos que acompanham o programa espacial da  tem especulado o que a nave Shelong ("Divino Dragão em mandarim ) possa ser, alguns especialistas conjecturaram que  avião espacial é simplesmente uma resposta para o avião espacial não tripulada X-37B americano.

A China estaria desafiando os EUA?

A China é o terceiro país, depois da Rússia e dos Estados Unidos, em desenvolver um programa de voo espacial humano independente. A China fez uma série de avanços incrementais, que culminaram no início deste ano em o docking (acoplamento) de uma nave espacial chinesa tripulada em sua  própria estação espacial espacial. O país declarou a sua meta de construir uma estação espacial de 60 toneladas para futuras missões.

A atual sonda chinesa Shenzou, é uma cápsula.

"Shenlong é o esforço da China para desenvolver uma espaçonave que utilize da superfícies aerodinâmicas para uma reentrada controlada, semelhante ao ônibus espacial ou o X-37B, mas muito menor do que ambos", disse Mark Gubrud, um associado de pesquisa de pós-doutorado no Programa de Ciência e Segurança Global na Universidade de Princeton .

Gubrud disse SPACE.com que se os projetistas espaciais da China forem bem sucedido em seu trabalho com o Shenlong, o país pode tentar desenvolver uma versão maior.

"No entanto, a racionalidade econômica para os Shuttle da [NASA] nunca foi realizado, e não está claro quais as vantagens que o X-37B oferece aos militares dos EUA sobre estágios superiores convencionais, satélites e de cápsulas de re-entrada", Gubrud disse. O avião robótico da Força Aérea parece servir principalmente aos EUA como um sinal de que o poder espacial americana resiste apesar da aposentadoria dos Shuttles, disse ele.

"Apropriadamente, Shenlong também pode ser pouco mais do que um símbolo da capacidade da China para desafiar suposições norte-americanas de primazia e domínio tecnológico", Gubrud disse.


Mantendo as aparências

Comparação entre a nave americana e chinesa
Fonte: Mídia Chinesa

Joan Johnson-Freese, uma professora de assuntos de segurança nacional da escola Naval de Guerra dos EUA  Newport, Rhode Island, disse: "Eu não acho que é útil essa campanha publicitária (testes de novas tecnologias militares) de potenciais ameaças. Existem outros países em projetos semelhantes além dos EUA e a China trabalhando na tecnologia de avião espacial ".

Johnson-Freese disse que o interesse programático em tal tecnologia remonta ao programa DynaSoar da Força Aérea em 1950. "Mas o programa foi cancelado por diversas razões, incluindo ninguém sabia exatamente para que seria útil  ... embora tenha sido sugerido recentemente que iria fornecer capacidade de" ataque global "adicionais", acrescentou .

Quando a Rússia prosseguiu a construção do seu veículo de transporte, o Buran, Johnson-Freese, disse: que  um amigo cosmonauta disse a ele que era por causa de "manter as aparências". "Se os países observarem os EUA trabalhando em um avião espacial", disse ela, "eles se sentem compelidos a fazê-lo, também."

Johnson-Freese disse que está preocupada com a espiral de ação / reação no desenvolvimento da tecnologia, impulsionado pela especulação vezes sensacionalista. "A tecnologia em si, se for desenvolvida e operacionalizada - e as evidências de agora são escassas - podem a vir ser desestabilizadora como ele impulsiona a países a agirem mais rapidamente com medo de possíveis ameaças", concluiu.


Operações Militares no Espaço


Imagem do teste realizado, divulgado pela televisão chinesa
Fonte:space.com

Outros observadores do programa espacial chinês estão cientes das origens militares do esforço do país no setor aeroespacial.

"Parece ser um foco, e que provavelmente se baseia em um elemento burocrático que tinha sido proposto um ônibus espacial / avião espacial tripulado ao espaço, que foi superada pelo design cápsula espacial Shenzhou", disse Dean Cheng, pesquisador do Património Fundação Centro de Estudos da Ásia, em Washington.

Cheng disse em inúmeras conferências científicas foram realizadas na China durante 1988-1992, tendo como debate como deveria ser o veículo espacial tripulado chinês.

"O exército da Libertação Popular escreveu sobre a importância do espaço-terra em operações militares no futuro, algo como um X-43 [um avião experimental não tripulado hipersônico] ou X-37B também teria essa função, como um caminho provável para propósitos militares", disse Cheng.



Competição emergente entre EUA e China

Em agosto, os analistas para a China, Andrew Erickson e Gabe Collins, postaram sua avaliação sobre o Shenlong em seu site, Signpost China.

Erickson é professor associado no Departamento de Pesquisa Estratégica de Guerra Naval dos EUA  e um associado de pesquisa da Universidade de Harvard no Centro de Estudos para china. Collins é um estudante da Universidade de Michigan Law School, cuja pesquisa inclui um foco em commodities, segurança e Estado de direito as questões na China. A postagem foi intitulada "Desenvolvimento da nave espacial torna-se uma nova dimensão na recente disputa espacial entre EUA-China".

"Pequim pode estar entrando na era do avião espacial mais rápido do que muitos poderiam ter previsto", Erickson e Collins escreveu.

Quanto ao teste de voo Shenlong, eles disseram: "De certo é que há ainda muita incerta sobre a natureza de tal "teste ", mais provável que tenha sido um teste de glide (plainar) para ver os parâmetros aerodinâmicos  a partir do bombardeiro H-6. Shenlong é provavelmente uma aeronave com muito menos capacidade do que o  X-37B . E o seu desenvolvimento completo vai levar anos, até que esteja completamente operacional".


Fonte: space.com

Comentário: Enquanto isso no Brasil, o que estamos desenvolvendo? Paramos no tempo? Existe realmente o ministério de ciência e tecnologia no Brasil? O que podemos fazer para melhorar tal assunto?

Ajude o programa espacial brasileiro leia o seguinte texto e saiba como: http://brazilianspace.blogspot.com.br/2013/01/camp-missao-vlm-1itasat-1-2014-abrace.html

sábado, 25 de junho de 2011

Disputa tecnológica

Disputa tecnológica

Merval Pereira, O Globo
Uma disputa interna na base aliada do governo, que volta e meia tem consequências externas, é a do PSB com o PT por espaços políticos.
Ter perdido para o PT o Ministério da Ciência e Tecnologia, que era seu feudo partidário desde o início do governo Lula em 2003, é uma ferida que não está cicatrizada, e tem reflexos políticos.
A polêmica em que se viu envolvido o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia que recebeu R$ 280 mil reais como "indenização por demissão sem justa causa" mesmo tendo pedido para deixar o cargo de diretor-geral da Alcântara Cyclone Space-ACS, uma empresa binacional Brasil-Ucrânia para lançamentos de foguetes, tem a ver com uma polêmica maior envolvendo o programa espacial brasileiro, que ele havia criticado dias antes da denúncia em uma comissão da Câmara em Brasília.
A principal crítica que fez, a de que o programa espacial não está sendo tratado como questão estratégica, nem como política de Estado, já estava explícita em um documento que preparou ao deixar o cargo, intitulado "Programa espacial brasileiro: impasses e alternativas".
Roberto Amaral foi o primeiro ministro da Ciência e Tecnologia da fase pessebista, que teve depois o próprio presidente do partido, o hoje governador de Pernambuco Eduardo Campos, e Sérgio Rezende, um técnico ligado a ele, que já fora secretário do seu avô, Miguel Arraes.
Nacionalista convicto da velha guarda, Amaral ficou conhecido pela declaração polêmica de que o Brasil deveria pesquisar todo o ciclo atômico para dominar a técnica da bomba atômica.
Suas críticas à falta de prioridade que o governo vem dando ao programa espacial parecem refletir o pensamento de parte da oficialidade envolvida nesses projetos, cujos representantes também fizeram críticas à atuação do petista Aloizio Mercadante no Ministério da Ciência e Tecnologia.
A chegada de Mercadante para ocupar o ministério quebrou a tradição do PSB, e criou antagonismos.
No documento que deixou como sua contribuição ao novo governo de Dilma Rousseff, o ex-ministro defende que "qualquer política de ciência e tecnologia deve compreender o desenvolvimento da atividade espacial como plataforma indispensável para que o país (...) desempenhe sua projeção na comunidade internacional".
Amaral diz que o Brasil "é uma teimosa exceção" num mundo em que "todas as grandes potências e aquelas que têm justificadas expectativas de se tornar potência nos próximos 50 anos", dispõem de programa espacial avançado.
Ele adverte que o Brasil apresenta problemas que dificultam a incorporação de novas tecnologias, sendo o mais grave "a fragilidade do nosso sistema de administração do programa espacial (...) distribuído em vários órgãos, sem coordenação, agindo de forma dispersa, com ações e projetos superpostos e, em muitos casos, até, conflitantes".
Para ele, a questão crucial é "a inexistência de uma Agência Central, coordenadora e reguladora, como por exemplo a NASA, nos EUA, ou o CNES na França, ou o ISRO da Índia".
Roberto Amaral elogia o fato de a Estratégia Nacional de Defesa elevar o programa espacial à categoria de política estratégica, mas lamenta que a criação de uma secretaria diretamente subordinada à Presidência, coordenando os programas cibernético, nuclear e espacial, não tenha sido concretizada.
Mas, ressalta Amaral em seu documento, "independentemente do organograma que integre o PEB não pode ficar à mercê do voluntarismo burocrático, tocado por políticas erráticas, dependentes de recursos escassos e intermitentes, ausente de um planejamento governamental de longo prazo".
Investir na área espacial é desafio que tem de ser assumido pelo Estado, defende o ex-ministro da Ciência e Tecnologia. "Sem essa decisão fortemente instituída, os esforços ficarão desconexos; os resultados, desalinhados; a eficiência, altamente comprometida".
Não é acaso, diz ele, que os projetos estratégicos nacionais como as políticas espacial, nuclear e a cibernética padeçam solução de continuidade, "enquanto somos superados tecnologicamente por parceiros como os indianos, os chineses e os sul-coreanos. E pelos iranianos e os coreanos do Norte".
Ele sugere no documento que seja criado um grupo de trabalho interministerial com a incumbência de propor a execução de um planejamento estratégico de Estado.
"Com credibilidade interna e externa, os recursos poderão ser mobilizados: os governos poderão tomar as medidas em sua esfera de competência; a indústria poderá investir; os jovens buscarão as carreiras de C,T&I, porque nela enxergarão a possibilidade de realizar sonhos sem abdicar do atendimento às necessidades básicas da vida".
O fato objetivo, diz Roberto Amaral em seu texto, é que na segunda década do século XXI não dispomos de satélites completamente brasileiros (à exceção dos pioneiros SCD-1 e 2), nem de veículos lançadores.
Nossos satélites são construídos em cooperação com a China, lançados de Centro Espacial chinês, com foguete chinês, o Longa-marcha.
"A questão não se reduz ao uso unicamente comercial de nossos lançadores, nem à produção de satélites meteorológicos ou de sensoriamento, mas, sim, que já somos objeto da espionagem via-satélite, e, neste contexto, depender de satélites de terceiros é renunciar à garantia de seus serviços".
Se não tivermos capacidade de lançar, de solo brasileiro, com foguete brasileiro, nossos satélites, sejam eles quais forem, não teremos condições de garantir a soberania de nosso país, adverte.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Será o reinício ou fim do programa espacial brasileiro?

Especialistas Defendem Programa
Espacial como Política de Estado

Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição – Newton Araújo
14/06/2011 20:21
Brizza Cavalcante
O programa espacial foi debatido
em audiência da Comissão de
Ciência e Tecnologia,
Comunicação e Informática.
O Programa Espacial Brasileiro precisa tornar-se uma política de Estado e deixar de sofrer com as oscilações políticas do País e os ciclos ruins da economia, que acabam provocando os cortes orçamentários que minam sua eficácia e atrasam em muito a consecução das metas traçadas.

Esse foi o consenso que uniu os palestrantes da audiência pública promovida nesta terça-feira pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática para discutir o tema. O ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral foi incisivo no alerta de que “os atrasos no programa afetam a soberania nacional e o futuro do País”.

Ele lamentou que o caráter estratégico do programa não seja reconhecido pelo governo, a começar pela ausência de um órgão efetivamente capaz de coordená-lo. “A Agência Espacial Brasileira (AEB), com sua atual estrutura deficiente, não desempenha esse papel”, afirmou.

Falta de Pessoal

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, revelou que o Brasil deverá lançar um satélite por ano entre 2012 e 2020 – contra uma média recente de um a cada quatro anos. Ele explicou que o foco do programa é permitir a agregação de valor às condições naturais vantajosas das quais o País desfruta.

O presidente da AEB, Marco Antonio Raupp, destacou que o programa tem um papel importante para a solução de grandes problemas nacionais, em áreas como a agricultura, a energia, a vigilância das fronteiras, entre outras.

Raupp descreveu um quadro preocupante a respeito da falta de pessoal. O INPE conta com apenas 1.150 técnicos (contra 1.700 na década de 80), enquanto o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) tem tão somente 1 mil (contra 2.500). “É muito pouco, comparado, por exemplo, à Índia, país emergente e membro dos BRICS, como o Brasil, que soma 16 mil.” Segundo ele, o número de técnicos vem diminuindo porque as contratações pararam desde o final da década de 80, e muitos, desde então, se aposentaram ou buscaram empregos mais rentáveis.

Fim de uma Geração

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia, Fernando Morais Santos, disse que o programa espacial é uma “tragédia de desinteresse e omissão”, e que os servidores estão desmotivados e com baixa autoestima. “São quase todos velhinhos que estão lá desde o início do programa, e hoje conversam com técnicos jovens de outros países, como a China, que então nem eram nascidos”, contou Morais Santos.

O diretor-geral do DCTA, tenente-brigadeiro-do-ar Ailton dos Santos Pohlmann, advertiu para a urgência de concursos públicos para contratar uma nova geração de técnicos, enquanto há tempo para que possam conviver com os atuais, a grande maioria já bem próxima da aposentadoria.

O risco, bastante grave, disse Pohlmann, é de uma interrupção no processo histórico de acumulação de conhecimento tecnológico, com o fim de uma geração sem o surgimento de uma nova. “Estamos perdendo pessoal numa velocidade cada vez maior; até 2020, todos estarão fora”, previu.

Comentário: Caro leitor o Brasil está passando por um momento crucial no seu programa espacial, pois o servidores que atualmente trabalham  no PEB estão se aposentando e não se abrem concursos para trabalhar nas agências relacionadas com o PEB como exemplo o INPE e o CTA, sendo assim não se passa o conhecimento para a próxima geração. E os nossos queridos políticos elegidos por nós não se importam com um tema de extrema importância de soberania nacional. Basta pensar que todos os países desenvolvidos e o atual BRIC excluindo Brasil priorizam o seu programa espacial para manter a soberania, mas o Brasil?

Se o Brasil não começar a abrir o olho será tarde demais! De que adianta comprar caças e submarinos se o Brasil não possui nenhum satélite de comunicação no espaço continuaremos a mercer dos países detentores de tecnologia. Como iremos monitorar as nossas riquezas.

O que podemos fazer  leitor para contribuirmos para a mudança desse quadro? Uma petição, encher a caixa de emails das secretárias dos deputados ou passeatas.

Precisamos agir já!