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Petição Pública, ajude a salvar o Programa Espacial Brasileiro(PEB)



Se você é realmente brasileiro, ama seu país, acredita no PEB e na sua estratégica necessidade para o futuro de nossa sociedade, exerça a sua cidadania e junte-se a nós nessa luta de levarmos finalmente o Brasil a fazer parte desse fechadíssimo Clube Espacial dos países que dominam o ciclo completo de acesso ao espaço.

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

SCD-1 completa 20 anos. Primeiro satélite brasileiro comprova o êxito da engenharia espacial no país


Terça-feira 05 de fevereiro de 2013





Notícia retirada do site do INPE


Ao concluir 105.577 voltas em torno da Terra, às 14h42 de 9 de fevereiro, o primeiro satélite brasileiro terá completado 20 anos no espaço ainda em funcionamento. O número de órbitas é mais um dos resultados impressionantes do SCD-1 (Satélite de Coleta de Dados), que tinha expectativa de apenas um ano de vida útil quando foi lançado pelo foguete norte-americano Pegasus, em 1993.
Projetado, construído e operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o SCD-1 segue retransmitindo informações para a previsão do tempo e monitoramento do nível de água dos rios e represas, entre outras aplicações.

“Após este longo tempo em órbita, o SCD-1continua em operação e se prova um projeto de reconhecido sucesso, um verdadeiro tributo à competência da engenharia espacial brasileira. O lançamento do SCD-1 colocou o INPE entre as instituições que efetivamente dominam o ciclo completo de uma missão espacial desde sua concepção até o final de sua operação em órbita”, diz Leonel Perondi, diretor do INPE.

O início da operação em órbita do SCD-1 marcou também o estabelecimento do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, cujas informações são utilizadas por diversas instituições no Brasil e no exterior.

Além de cumprir sua missão de coleta de dados, o SCD-1 contribuiu para a cooperação com outros países, que na década de 1990 se valeram da experiência brasileira na operação de satélites na mesma faixa.

“Ele foi instrumental para o desenvolvimento de programas espaciais tanto da Argentina como da China. No primeiro, ajudou a calibrar a Estação Terrena de Córdoba e no segundo caso, a Estação Terrena de Nanning”, conta Pawel Rozenfeld, chefe do Centro de Rastreio e Controle (CRC) do INPE. “Nós fazíamos a previsão da passagem do SCD-1 pela China e os chineses utilizavam essas informações para aperfeiçoar seu próprio sistema de determinação em órbita, pois eles ainda iriam lançar satélite na banda S. Para a Argentina, que não tinha nenhum satélite na época, o SCD-1 foi ainda mais importante para determinar os parâmetros da sua estação”.

Melhorias

A recepção das mensagens enviadas por plataformas de coleta de dados (PCDs)e retransmitidas pelo satélite SCD-1 é realizada por um equipamento denominado PROCOD (Processador de Coleta de Dados), cuja tecnologia de processamento digital vem sendo aperfeiçoada. Uma nova versão do sistema, o PROCOD-III, foi instalada em setembro de 2012 na estação de recepção de Cuiabá.

“Melhoramos muito o processamento dos dados em solo. Isso é fundamental para compensar eventuais problemas decorrentes do tempo de vida útil do satélite, permitindo sobrevida adicional ao SCD-1 em termos de desempenho de recepção de mensagens transmitidas pelas PCDs”, explica Wilson Yamaguti, coordenador substituto de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE) do INPE.

Continuidade

A Agência Nacional de Águas (ANA), maior usuária do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, e a Agência Espacial Brasileira (AEB) firmaram, em 2012, memorando de entendimento visando o monitoramento dos rios brasileiros. A iniciativa permitirá a continuidade e mesmo a expansão dos serviços de coleta de dados prestados pelos satélites SCD-1 e SCD-2, atendendo a diversos outros usuários do sistema.

Um Grupo de Trabalho (GT) formado por membros da ANA, AEB e INPE analisa alternativas para a missão de coleta de dados hidrometeorológicos que atendam a realidade atual, buscando otimizar a infraestrutura já instalada no país e a economia dos recursos públicos.

“Neste processo, coube à ANA expressar suas necessidades de melhoria e aperfeiçoamento das coletas de dados, visando o monitoramento temporal com uso de satélites. Ao INPE coube a análise técnica que atendesse cenários alternativos para configurar um novo sistema eficiente de coleta de dados e com diversos níveis de propositura e implicações técnico-econômicas. À AEB coube a coordenação dos trabalhos e apoio logístico para a sua realização”, informa Wilson Yamaguti.

Segundo o engenheiro do INPE, as soluções discutidas pelo GT se baseiam em uma constelação de satélites de coleta de dados, similares aos SCDs, compatíveis com as redes de plataformas existentes, porém com recursos adicionais como capacidade de propulsão e correção de órbita, além de capacidade de processamento e de armazenamento de mensagens a bordo.

A coleta de dados

O Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientaisé baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem a um centro de missão as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.

As PCDs são equipamentos automáticos que possuem sensores eletrônicos para a medição de parâmetros ambientais, como o nível de água em rios e represas, a qualidade da água, a precipitação pluviométrica, a pressão atmosférica, a intensidade da radiação solar, a temperatura do ar, entre outros.

O satélite capta e retransmite os sinais das PCDs instaladas por todo o país e os envia para as estações de recepção e processamento do INPE em Cuiabá (MT) e em Alcântara (MA). Voando a uma velocidade de 27.000 km por hora, o SCD-1 leva aproximadamente uma hora e 40 minutos para completar uma volta em torno da Terra. Assim, a estação recebe várias vezes por dia os dados transmitidos por cada PCD.

Da estação de Cuiabá ou de Alcântara, osdados coletados pelo satélite são transmitidos para o INPE Nordeste, o centro regional do Instituto localizado em Natal (RN), onde atualmente está instalado o Sistema Nacional de Dados Ambientais (SINDA), para processamento e distribuição de suas informações aos usuários a partir do endereçohttp://sinda.crn2.inpe.br.

O Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais conta com uma rede de mais de 1000 plataformas instaladas e, nos últimos vinte anos, ininterruptamente, tem prestado serviços à sociedade através do monitoramento de parâmetros ambientais nas regiões mais remotas do território brasileiro.

Além do pioneiro SCD-1, integra hoje o sistema de coleta de dados o satélite SCD-2. Os satélites CBERS-1, CBERS-2 e CBERS-2B, quando operacionais, fizeram parte do sistema.

História

Em 1979, quando aprovada pelo governo federal a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), foi determinado o desenvolvimento de quatro satélites artificiais, do veículo lançador e de toda a infraestrutura de solo, inclusive uma base de lançamentos. Coube ao INPE a responsabilidade pelo desenvolvimento dos satélites, sendo dois de coleta de dados e dois de sensoriamento remoto, bem como da infraestrutura de solo para sua operação em órbita.

O primeiro satélite, o SCD-1, é um satélite de coleta de dados com 115 kg. Foi totalmente projetado, desenvolvido e integrado pelo INPE, com importante participação da indústria nacional. Para seu desenvolvimento, o INPE investiu em laboratórios modernos e no desenvolvimento de seus recursos humanos.

O Laboratório de Integração e Testes (LIT) foi especialmente projetado e construído para atender às necessidades da MECB. Dotado das mais avançadas tecnologias para testes e integração de sistemas espaciais, o LIT/INPE é considerado um dos mais avançados complexos de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia espacial do hemisfério sul. Neste laboratório foi integrado e testado o SCD-1.

Já a operação de lançamento foi comandada a partir do Centro de Controle de Wallops, no estado de Virgínia, costa leste dos Estados Unidos. No dia 9 de fevereiro de 1993, uma hora e 15 minutos depois da decolagem, a 83 km da costa da Flórida e a 13 km de altitude, o foguete Pegasus foi liberado da asa de um avião B52 da Nasa. Como havia sido previsto, o foguete cai em queda livre por cinco segundos antes de acionar seus motores em direção ao espaço. Poucos minutos depois, às 11h41 (hora de Brasília), o SCD-1 é colocado em órbita da Terra, a uma altitude de 750 km.

Tudo transcorreu de acordo com o previsto. Os engenheiros que acompanham o lançamento a partir do Centro de Controle de Wallops e do Centro de Rastreio e Controle do INPE, com operações em São José dos Campos (SP), Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), conferem com satisfação e orgulho o sucesso do lançamento e do início da operação do satélite, pois, logo após a entrada em órbita, os primeiros sinais do SCD-1 são captados pela Estação Terrena situada no Maranhão.

Satélite SCD-1 em teste no LIT - primeiro satélite nacional, lançado em 1993


Comentário: Parabéns a todos os engenheiros, pesquisadores e pessoas envolvidas nesse projeto! A mídia devia fazer um especial sobre esse feito! Mas a nossa mídia gosta de deixar nossa população "burra", informação de qualidade e programas de qualidade criam massa crítica no país! Ou seja, nossos políticos e as pessoas que estão no poder não desejam isso, logo não haverá tal especial na televisão!



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Inicia-se a operação IGUAIBA, para o lançamento do FOGUETE VS-30/ORION

No dia 18 de novembro de 2012, iniciou-se oficialmente a Operação Iguaiba. Às 09h50min uma aeronave C-99 do 1º/2º GT transportou os integrantes do IAE, DCTA e outros membros da equipe para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Esta Operação tem como objetivo realizar o lançamento e o rastreio do foguete de sondagem VS-30/ORION V10, portando uma carga útil tecnológica e científica com experimentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de forma a permitir além desses experimentos em voo suborbital, a transmissão e recepção das medidas realizadas durante esse voo. Após a chegada ao Centro de Lançamento, todos os participantes foram instalados na Vila D. No dia 19 de novembro serão iniciadas as atividades de preparação para o lançamento, previsto para ocorrer entre os dias 10 e 13 de dezembro.


Fonte: IAE

domingo, 1 de julho de 2012

Veículo Lançador de Satélites (VLS) Chega em Alcântara para Testes da Nova Torre Móvel


Veículo Lançador de Satélites (VLS) Chega em Alcântara para Testes em Nova Torre

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebe nesta semana estruturas do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) como parte da Operação Salina iniciada ontem (20/6) em Alcântara (MA). A Operação Salina, realizada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), tem por objetivo realizar a preparação e integração mecânica de um mock-up estrutural inerte do VLS-1 na nova Torre Móvel de Integração (TMI).

 

As estruturas do VLS-1 chegarão no CLA transportados por aeronaves C-130 (Hércules) E C-105 (Casa) da FAB. Em um primeiro momento, o veículo que passa a ser montado na torre é uma estrutura real, entretanto sem combustível ou satélite a bordo. O projeto do VLS-1 é um veículo satelitizador, de pequeno porte, com capacidade de colocar satélites de 200 kg de massa numa órbita circular equatorial de 750 km de altitude. Nesta fase inicial da nova TMI, serão realizados ensaios e simulações para verificação da integração física, e lógica da torre e dos meios de solo do CLA associados à preparação para voo do VLS-1. Outro fator importante da Operação Salina é o treinamento das equipes que estarão envolvidas com o lançamento do VLS-1.

 

Na próxima semana inicia-se a montagem e integração do veículo na nova TMI. Ainda durante a operação, estão previstas atividades simuladas de acidente como forma de capacitar as equipe do CLA para evasão da área da plataforma de lançamento, atendimento médico de urgência e evacuação aeromédica de acidentados até São Luís. Além do IAE e CLA, a participam da Operação Salina com o apoio logístico e de pessoal o COMAR I, II FAE, V FAE, IPEV e IFI.

 

TORRE MÓVEL DE INTEGRAÇÃO (TMI)

 Altura: 33 metros

Comprimento: 12 metros

Largura: 10 metros

Peso: 380 toneladas

Deslocamento: 4,5 metros por minuto

 

Estágio Atual: Automatização (fase final)

 

Operação Salina: A Torre passa por testes funcionais com a integração de um mock-up do VLS-1 inerte (sem combustível e satélite) durante a Operação.

 

VEÍCULO LANÇADOR DE SATÉLITES (VLS)

 Número de estágios: 4;

Comprimento Total: 19.4 metros

Diâmetro dos Estágios (todos): 1,0 metros

Diâmetro da Coifa Principal: 1,2 metros

Peso: 49,7 toneladas (na decolagem)

 

Estágio Atual: Ensaios motores foguetes (realizados)

Redes Pirotécnicas: (Prontas)

Redes Elétricas: (Em execução)

Ensaios de Separação dos Estágios: (realizados)

Mock-up: (Estrutura pronta - aguardando redes elétricas e pirotécnicas)

Veículo de Voo: VLS-VSINAV (motores em processo de carregamento)

 

Operação Salina: Um veículo inerte (sem combustível e satélite) será acoplado à nova TMI durante a operação.


Fonte : AEB



Comentário:

Espero que não fique só no veículo inerte! Espero que daqui um ano seja lançado o VLS como prova de domínio tecnológico da nação brasileira! Para mostrar ao mundo que somos muito mais que o país do futebol, carnaval, minério de ferro , soja e petróleo. Gostaria que quem estiver lendo essa notícia que divulgue para mostrar a sociedade brasileira o que esses guerreiros andam fazendo pelo país. 

Algum guru se habilita a dizer quando vai ser lançado o VLS?


domingo, 24 de junho de 2012

Lançado com sucesso o foguete BRASILEIRO VS-40 com o experimento científico alemão SHEFEX II


Lançamento bem sucessido do experimento SHEFEX II


Depois de um vôo de 10 minutos, o experimento SHEFEX II(um veículo de reentrada que possui uma forma angular aguda ao invés de rendonda) pousou em segurança no oeste de Spitsbergen. Pesquisadores do Centro Aeroespacial Alemão (Deutsches Zentrum für Luft-und Raumfahrt; DLR) lançaram o foguete de sete toneladas e cerca de 13 metros de comprimento e sua carga útil a partir do centro de lançamento da Andoya Rocket Range na Noruega em 21:18 CEST em 22 de junho de 2012. Na reentrada na atmosfera o experimento SHEFEX resistiu temperaturas superiores a 2500 graus Celsius e enviou os dados de medição de mais de 300 sensores para uma estação terrestre. "O vôo do SHEFEX II nos leva a um passo adiante no caminho para o desenvolvimento de um veículo espacial construído como uma cápsula espacial, mas oferecendo o controle e opções de vôos do ônibus espacial muito mais rentável", disse o gerente de projeto Hendrik Weihs.

Aprendendo sobre reentradas na atmosfera terrestre

DLR vem trabalhando no programa SHEFEX por 10 anos, desenvolvendo uma tecnologia na qual uma nave espacial pode re-entrar na atmosfera terrestre sem sofrer danos. SHEFEX tem uma forma angular e afiada, sua estrutura consiste de superfícies planas, que são mais fáceis de fabricar e, portanto, são menos caras do que as formas usuais arredondadas. As arestas afiadas são também aerodinamicamente vantajosa. Investigadores desenvolveram DLR vários sistemas de protecção térmica para controlar as temperaturas elevadas que as arestas são submetidos a durante a reentrada.

A nave espacial SHEFEX I, foi lançada em 27 de outubro de 2005, possibilitando aos pesquisadores  coletar dados durante o vôo pela primeira vez. Esse vôo durou 20 segundos e o SHEFEX I reentrou a uma velocidade de Mach sete. SHEFEX II alcançou uma velocidade de 11.000 quilómetros por hora - cerca de 11 vezes a velocidade do som - quando re-entrou na atmosfera. Chegou a uma altitude de aproximadamente 180 quilômetros.

Seis institutos do DLR envolvidos no projeto

O projeto SHEFEX é uma colaboração entre seis institutos do DLR. O Instituto DLR da Aerodinâmica e Tecnologia de Fluxo realizarou numerosos testes em túnel de vento, computado o campo de fluxo de reentrada e equipou o foguete com sensores para medir temperatura, pressão e estresse térmico. O Instituto DLR para Estruturas e Design construiu a nave e foi responsável por projetar e produzir os sistemas de proteção térmica de cerâmica, em um desses sistemas, nitrogênio flui através de uma telha porosa, para refrigeração da nave durante a reentrada. No coração do sistema de controlo canard, desenvolvido por investigadores no Instituto DLR de Sistemas de Voo em Braunschweig, são superfícies de controle - os canards - sobre a secção da frente do veículo de pesquisa, que pode ser usado para controlar activamente o veículo. O Instituto de Investigação de Materiais fabricados os azulejos e do Instituto de Sistemas Espaciais desenvolveu uma plataforma de navegação para determinar a localização da nave durante o vôo. MoRaBa DLR da base de foguetes móvel operou o veículo de lançamento de dois estágios, controlados a nave espacial e recebendo os dados enviados pelo SHEFEX durante o vôo.

No caminho para o desenvolvimento de uma nave espacial

Um navio de salvamento e uma aeronave estão no seu caminho para o local de pouso para recuperar a nave espacial. Se a recuperação for bem sucedida, os investigadores receberão uma grande quantidade de dados adicionais. "O vôo de SHEFEX II é um passo para o desenvolvimento de uma nave espacial que resiste a temperaturas mais altas, enquanto viaja mais rápido e por um longo período", diz Weihs. Mais de 300 sensores medindo temperatura e pressão, entre outras coisas, foram usadas durante o voo. "Nós temos uma riqueza de dados, que serão utilizados para os próximos anos." SHEFEX III poderia ser lançado em 2016, que será mais parecido com um avião espacial e voar através da atmosfera por cerca de 15 minutos. O objetivo desta pesquisa é permitir que experimentos em microgravidade que duram vários dias possam voltar para a Terra de uma maneira segura.






Fonte : DLR

Comentário:

Caro leitor como você pode ver nossos foguetes feitos com muito suor pelo pessoal IAE vem sendo utilizados pelos alemães! É incrível como aqui no Brasil a mídia brasileira não divulga isso! Aposto que se tivesse acontecido um fracasso na missão era primeira capa do jornal!

Mas enfim bola para frente porque ainda temos um grande caminho a percorrer!


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Animação do Lançamento do Foguete Brasileiro VLS

Segue abaixo um vídeo feito há um tempo atrás mostrando como será ou como seria o lançamento do VLS, pois hoje ninguém mais sabe se esse foguete realmente irá decolar!



Comentário: Caro leitor é lamentável como o governo brasileiro faz descaso com o programa espacial. Para quem não sabe o programa espacial é gerador de novas tecnologias e é também um programa que faz com que as pessoas sonhem, além de inspirar novos cientistas, engenheiros e etc.

Só para lembrar os EUA, Rússia, Europa, Japão, China, Índia são um dos países que investem pesado na área espacial! Para comparação a china possui mais de 20 mil engenheiros no setor espacial enquanto o Brasil possui meramente uns 200 se tiver. Isso explica a alta diferença tecnológica dos dois países! Enquanto de um lado exploramos minério, petróleo, grãos e outros insumos. 

Mas vale lembrar que a industria que fornece empregos bem remunerados e precisa de mão de obra qualificada é a industria de tecnologia como a do setor espacial e não a industria agropecuária, mineração.

Fica ai o que queremos ser um país de agricultores e mineradores ou um país de cientistas e engenheiros!

sábado, 2 de julho de 2011

Brazil’s Ambitious Space Program Built on Rickety Foundation

Parece que o Brasil está tornando-se centro das atenções mundiais, mas como já era de se esperar as ambições do Brasil tem vários empecilhos a serem vencidos. Essa artigo escrito Doug Messier mostra as dificuldades que existem no programa espacial brasileira.


The rising global power of Brazil has ambitious plans to become self-sufficient in launcher and space technology, although its efforts are threatened by a shortage of funding and trained personnel. In order to reach its goals, the nation has forged partnerships with Russia, Ukraine, China and other nations.
The core of Brazil’s move toward launcher independence lies with two rockets: Cyclone-4 and the Satellite Launch Vehicle (VLS-1). The Cyclone-4 is an updated version of the Soviet-era Cyclone-3 booster that is being developed by Ukraine. It has been improved upon from its predecessor by adding a more powerful third stage with a new rocket engine, a fairing derived from the Ariane 4, and an improved control system.

Ukraine's Cyclone-4 rocket
The rocket will lift off from a new launch complex at the Alcantara spaceport, which is located not far from the equator. The gives the location an advantage for communication satellites. The Cyclone-4 will be able to send payloads of up to 5,300 kg  (11,684 lbs.) into low Earth orbit and up to 1,800 kg (3,968 lbs.) into geo-transfer orbit.
The date of the first launch has slipped by years as Brazil and Ukraine have struggled to meet financial commitments. There were also been challenges in finding a suitable site for the new launch complex, which is now under construction. Until recently, the inaugural launch had been planned for late 2012; however, recent reports indicate that date will slip into 2013 or 2014.
Meanwhile, Brazil has revived its stalled Satellite Launch Vehicle (VLS-1) project, which had been put on hold in 2003 after a pad explosion killed 21 people. The 3-stage solid fuel booster is designed to loft 380 kg (830 lb.) payloads into low Earth orbit.
Last month, Brazil signed an agreement with Russia to cooperate on completing the VLS-1 project using Russian technology. A Russian liquid stage would be added as the upper stage of the rocket. The pact was finalized in Moscow by Brazilian Space Agency (AEB) President Marco Antonio Raupp and Brazilian Vice-President Michel Temer.
“This document reflects the desire of both countries to deepen the existing cooperation in the area of ​​the Department of Aerospace Science and Technology (DCTA) in conjunction with several companies and institutes linked to the Russian Space Agency,” Raupp said in a press release. “The intention now is to deepen this cooperation in order, in a second phase, under a joint program of development of small launchers.”
The Russians will also assist Brazil with the development of weather and communication satellites. Brazil has been cooperating with other nations on satellite development as well; it has had a joint program with China since the 1980s under which it has developed and launched three environmental monitoring satellites, with two more in the works. The collaboration has made Brazil the largest distributor of satellite images in the world.
Brazil’s ambitious space agenda is threatened by a shortage of funding and trained workers, problems that were discussed during a recent public hearing conducted by the House of Representatives. According to an AEB account of the session:
The main issues were: the lack of skilled labor that affects the industry as well as replacing those who are about to retire, insufficient budget and the need for the space program to become, in fact, a state program. The AEB president presented a graph that shows a continuing decline in the number of workers. According to Raupp, today the country has a workforce of approximately 3,000 employees, while space programs such as India, Europe and the United States have respectively 16 thousand, 28 thousand and 70 thousand professionals.
According to the president of SindCT, the situation may get even worse. “Unattractive salaries, lack of public tenders for the renewal of the framework, discontinuation of actions generate motivation and low self-esteem among professionals and are the causes of this deficit,” said Fernando Moraes. He said if nothing is changed, the PEB is at risk, since half of those currently working are about to retire. The director general of DCTA, Ailton Pohlmann, said that by 2020, all professionals who today work in the PEB, will be out of the Brazilian Space Program.
The program budget, another issue listed was explained by the director of INPE in a chart showing the resources allocated to the PEB since 1980. During 13 years (1990-2003), the contingencies were low for the space, which he said gave delays of projects and actions. Only in 2003, Lula’s government, there was a return on investment. The amount, however, is insufficient. Gilberto Camara said that Brazil invests currently about $ 200 million in its program, while countries like India, China and Russia invest at least four times.
Raupp, who took over as AEB president in March, is working on a new space plan that would include additional funding and greater participation from industry and universities. “This document entitled ‘Urgent Brazil Space,’ has to be taken seriously. The country has to have this attitude,” Raupp said.
The new administrator is also pursuing an effort to get the private sector more involved in the nation’s space program, which has been primarily government led. According to Agency Brazil:
The idea is that large companies participate in the process classified as integrators, who would be responsible for the project contracted by the government and could subcontract smaller companies to manufacture components and parts.
According to the President of AEB, we must better articulate the various members of the system, which is the agency itself, such as planning and coordinating agency, the executing agencies (National Institute for Space Research – INPE and the Aerospace Technical Center – CTA) and contractors for the development of space programs or subsystems of launch vehicles.
To improve the performance of the executors of PNAE and, consequently, catch up that Brazil suffers in this area, Raupp stressed the need to stimulate the development of industry for the production of space components, due to the high value-added products based on these embedded technology. “The development of the industry with innovation, competitive, is one of the objectives of the policy [space],” he said.
The emphasis on private sector participation does not imply, however, privatization of the space agency or CTA, Raupp guaranteed. The MCT and AEB will propose expanding the role of private companies in PNAE in building satellites and in providing services. According to Raupp, this measure will solve, in large part, the question of allocation of human resources for the program to the extent that the private sector will be responsible for hiring people to operate the space systems or develop new systems.
It will be interesting to see how everything develops in Brazil. There are many obstacle ahead for AEB, but if it can navigate them, the nation could vaunt into the upper ranks of space-faring nations by the end of the 2010s.

Fonte : http://www.parabolicarc.com/

terça-feira, 28 de junho de 2011

O Iran Avança e o Brasil Dorme em Berço Esplêndido

Olá leitor hoje estarei postando um artigo escrito pelo jornalista Duda falcão!

Recentemente postamos aqui duas notas em Inglês e espanholrespectivamente (veja as notas: “Iran To Put Monkey Into Orbit” e “Irán Lanza con Éxito al Espacio un Satélite” que demonstram claramente o grande avanço alcançado por esse país na área espacial nos últimos dez anos, apesar das dificuldades de todas as ordens vividas pelo mesmo nesse período.

Vale lembrar leitor que o "Programa Espacial Iraniano" a dez ou quinze anos atrás se encontrava bem aquém do "Programa Espacial Brasileiro" e hoje apresenta resultados que o nosso programa jamais alcançou em 50 anos de existência.

Hoje o Brasil faz parte do grupo econômico conhecido como “BRICS”, formado também pela China, Rússia, Índia e a África do Sul, sendo que dentre os programas espaciais dos países do grupo o brasileiro é o único que não decolou até hoje (já que o "Programa Espacial Sul-Africano" só prevê o desenvolvimento de satélites de pequeno porte (microsatélites e tecnologias associadas) e de forma até agora bastante exitosa), apesar de ser o segundo mais antigo de todos, só atrás do da Rússia.

Infelizmente apesar da luta inglória de grandes profissionais brasileiros (técnicos, engenheiros e pesquisadores civis e militares) em 50 anos de programa não conseguimos sequer nesse período colocar por nossos próprios meios um simples"parafuso em órbita", apesar da área de satélites ter alcançado alguns resultados através de foguetes estrangeiros.

É extremamente frustrante além de preocupante para toda comunidade espacial do país (composta por menos de 3000 integrantes e diminuindo rapidamente por falta de reposição – a Índia tem 16 mil) que após esse tempo todo o resultado alcançado seja "pífio" se comparamos com os resultados alcançados por outras nações do mundo em um período bem menor de tempo.

Desde o início da década de 90 do século passado que essa comunidade vem se mobilizando ingloriamente para esclarecer aos "d...loides" de governos subseqüentes a importância do programa espacial para um país das dimensões territoriais do Brasil. Durante esses período foram realizadas reuniões reservadas com autoridades, audiências públicas, seminários,workshops, congressos, visitas oficias de autoridades do governo e do Congresso as instalações das instituições envolvidas com o programa eelaboração de documentos que até hoje não resultaram em nada, a não ser muito blá-blá-bla e promessas mirabolantes.

Assim sendo leitor, o resultado não poderia ser outro, e em nossa opinião o PEBvive hoje o pior momento de toda sua história (apesar da melhora dos recursos financeiros durante a segunda metade do Governo LULA, ainda que insuficientes) já que a classe política brasileira se recusa a entender o grande erro histórico e estratégico para nossa sociedade que esta sendo cometido por"omissão".

Certamente isso gerará grandes conseqüências no futuro de nossa sociedade, já que o país está perdendo a competência tecnológica que resta adquirida nesses50 anos num programa não só crucial para o país como para toda a humanidade.

O mundo já identificou há décadas que a tecnologia espacial é crucial para o desenvolvimento de suas sociedades, bilhões de dólares são investidos anualmente e outros bilhões são gerados por esses investimentos que trazem benefícios incalculáveis em todas as áreas do conhecimento humano.

Infelizmente só mesmo os "d..loides de Brasília" não enxergam ou se recusam enxergar (o programa espacial devido a ignorância da sociedade brasileira não dá voto, e sendo assim não é interessante para a classe política) o caminho adotado por esses países em direção dessa nova fronteira.

Países como a Argentina, que mesmo com grandes dificuldades financeiras, literalmente já ultrapassou o Brasil na área de desenvolvimento de satélitese se confirmadas as ultimas notícias divulgadas pela mídia, caminha seriamente para nos ultrapassar na área de foguetes.

Vale lembrar leitor, que desde o início da década de 70 (1971) os argentinos já tinham colocado um ser vivo (um macaquinho) no espaço em um vôo suborbital (veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=zhgyMTrTD-U) e se não fosse pelo inconseqüente ex-presidente argentino Carlos Menem que cedeu as pressões do governo americano cancelando o “Projeto Condon”(hoje isso não ocorre no governo da Cristina Kirchner que tem apoiado incondicionalmente o programa espacial do seu país) a Argentina hoje certamente faria parte do fechadíssimo clube espacial, formado por países que detém a tecnologia espacial de acesso ao espaço.

Abaixo leitor trago para você o vídeo da câmara abordo do foguete iranianoSafir que foi lançado exitosamente dia 15/06 com o satélite Rassad-1.

Câmara abordo da Missão Safir/Rassad-1

Aproveitamos para agradecer ao Eng. José Miraglia do grupo “Edge Of Space”pelo envio desse vídeo incentivando-me com isso a escrever esse artigo na esperança que nossa classe política acorde e rápido.

Autor: Duda Falcão

Fonte: Brazilian Space

sábado, 25 de junho de 2011

Disputa tecnológica

Disputa tecnológica

Merval Pereira, O Globo
Uma disputa interna na base aliada do governo, que volta e meia tem consequências externas, é a do PSB com o PT por espaços políticos.
Ter perdido para o PT o Ministério da Ciência e Tecnologia, que era seu feudo partidário desde o início do governo Lula em 2003, é uma ferida que não está cicatrizada, e tem reflexos políticos.
A polêmica em que se viu envolvido o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia que recebeu R$ 280 mil reais como "indenização por demissão sem justa causa" mesmo tendo pedido para deixar o cargo de diretor-geral da Alcântara Cyclone Space-ACS, uma empresa binacional Brasil-Ucrânia para lançamentos de foguetes, tem a ver com uma polêmica maior envolvendo o programa espacial brasileiro, que ele havia criticado dias antes da denúncia em uma comissão da Câmara em Brasília.
A principal crítica que fez, a de que o programa espacial não está sendo tratado como questão estratégica, nem como política de Estado, já estava explícita em um documento que preparou ao deixar o cargo, intitulado "Programa espacial brasileiro: impasses e alternativas".
Roberto Amaral foi o primeiro ministro da Ciência e Tecnologia da fase pessebista, que teve depois o próprio presidente do partido, o hoje governador de Pernambuco Eduardo Campos, e Sérgio Rezende, um técnico ligado a ele, que já fora secretário do seu avô, Miguel Arraes.
Nacionalista convicto da velha guarda, Amaral ficou conhecido pela declaração polêmica de que o Brasil deveria pesquisar todo o ciclo atômico para dominar a técnica da bomba atômica.
Suas críticas à falta de prioridade que o governo vem dando ao programa espacial parecem refletir o pensamento de parte da oficialidade envolvida nesses projetos, cujos representantes também fizeram críticas à atuação do petista Aloizio Mercadante no Ministério da Ciência e Tecnologia.
A chegada de Mercadante para ocupar o ministério quebrou a tradição do PSB, e criou antagonismos.
No documento que deixou como sua contribuição ao novo governo de Dilma Rousseff, o ex-ministro defende que "qualquer política de ciência e tecnologia deve compreender o desenvolvimento da atividade espacial como plataforma indispensável para que o país (...) desempenhe sua projeção na comunidade internacional".
Amaral diz que o Brasil "é uma teimosa exceção" num mundo em que "todas as grandes potências e aquelas que têm justificadas expectativas de se tornar potência nos próximos 50 anos", dispõem de programa espacial avançado.
Ele adverte que o Brasil apresenta problemas que dificultam a incorporação de novas tecnologias, sendo o mais grave "a fragilidade do nosso sistema de administração do programa espacial (...) distribuído em vários órgãos, sem coordenação, agindo de forma dispersa, com ações e projetos superpostos e, em muitos casos, até, conflitantes".
Para ele, a questão crucial é "a inexistência de uma Agência Central, coordenadora e reguladora, como por exemplo a NASA, nos EUA, ou o CNES na França, ou o ISRO da Índia".
Roberto Amaral elogia o fato de a Estratégia Nacional de Defesa elevar o programa espacial à categoria de política estratégica, mas lamenta que a criação de uma secretaria diretamente subordinada à Presidência, coordenando os programas cibernético, nuclear e espacial, não tenha sido concretizada.
Mas, ressalta Amaral em seu documento, "independentemente do organograma que integre o PEB não pode ficar à mercê do voluntarismo burocrático, tocado por políticas erráticas, dependentes de recursos escassos e intermitentes, ausente de um planejamento governamental de longo prazo".
Investir na área espacial é desafio que tem de ser assumido pelo Estado, defende o ex-ministro da Ciência e Tecnologia. "Sem essa decisão fortemente instituída, os esforços ficarão desconexos; os resultados, desalinhados; a eficiência, altamente comprometida".
Não é acaso, diz ele, que os projetos estratégicos nacionais como as políticas espacial, nuclear e a cibernética padeçam solução de continuidade, "enquanto somos superados tecnologicamente por parceiros como os indianos, os chineses e os sul-coreanos. E pelos iranianos e os coreanos do Norte".
Ele sugere no documento que seja criado um grupo de trabalho interministerial com a incumbência de propor a execução de um planejamento estratégico de Estado.
"Com credibilidade interna e externa, os recursos poderão ser mobilizados: os governos poderão tomar as medidas em sua esfera de competência; a indústria poderá investir; os jovens buscarão as carreiras de C,T&I, porque nela enxergarão a possibilidade de realizar sonhos sem abdicar do atendimento às necessidades básicas da vida".
O fato objetivo, diz Roberto Amaral em seu texto, é que na segunda década do século XXI não dispomos de satélites completamente brasileiros (à exceção dos pioneiros SCD-1 e 2), nem de veículos lançadores.
Nossos satélites são construídos em cooperação com a China, lançados de Centro Espacial chinês, com foguete chinês, o Longa-marcha.
"A questão não se reduz ao uso unicamente comercial de nossos lançadores, nem à produção de satélites meteorológicos ou de sensoriamento, mas, sim, que já somos objeto da espionagem via-satélite, e, neste contexto, depender de satélites de terceiros é renunciar à garantia de seus serviços".
Se não tivermos capacidade de lançar, de solo brasileiro, com foguete brasileiro, nossos satélites, sejam eles quais forem, não teremos condições de garantir a soberania de nosso país, adverte.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Será o reinício ou fim do programa espacial brasileiro?

Especialistas Defendem Programa
Espacial como Política de Estado

Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição – Newton Araújo
14/06/2011 20:21
Brizza Cavalcante
O programa espacial foi debatido
em audiência da Comissão de
Ciência e Tecnologia,
Comunicação e Informática.
O Programa Espacial Brasileiro precisa tornar-se uma política de Estado e deixar de sofrer com as oscilações políticas do País e os ciclos ruins da economia, que acabam provocando os cortes orçamentários que minam sua eficácia e atrasam em muito a consecução das metas traçadas.

Esse foi o consenso que uniu os palestrantes da audiência pública promovida nesta terça-feira pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática para discutir o tema. O ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral foi incisivo no alerta de que “os atrasos no programa afetam a soberania nacional e o futuro do País”.

Ele lamentou que o caráter estratégico do programa não seja reconhecido pelo governo, a começar pela ausência de um órgão efetivamente capaz de coordená-lo. “A Agência Espacial Brasileira (AEB), com sua atual estrutura deficiente, não desempenha esse papel”, afirmou.

Falta de Pessoal

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, revelou que o Brasil deverá lançar um satélite por ano entre 2012 e 2020 – contra uma média recente de um a cada quatro anos. Ele explicou que o foco do programa é permitir a agregação de valor às condições naturais vantajosas das quais o País desfruta.

O presidente da AEB, Marco Antonio Raupp, destacou que o programa tem um papel importante para a solução de grandes problemas nacionais, em áreas como a agricultura, a energia, a vigilância das fronteiras, entre outras.

Raupp descreveu um quadro preocupante a respeito da falta de pessoal. O INPE conta com apenas 1.150 técnicos (contra 1.700 na década de 80), enquanto o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) tem tão somente 1 mil (contra 2.500). “É muito pouco, comparado, por exemplo, à Índia, país emergente e membro dos BRICS, como o Brasil, que soma 16 mil.” Segundo ele, o número de técnicos vem diminuindo porque as contratações pararam desde o final da década de 80, e muitos, desde então, se aposentaram ou buscaram empregos mais rentáveis.

Fim de uma Geração

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia, Fernando Morais Santos, disse que o programa espacial é uma “tragédia de desinteresse e omissão”, e que os servidores estão desmotivados e com baixa autoestima. “São quase todos velhinhos que estão lá desde o início do programa, e hoje conversam com técnicos jovens de outros países, como a China, que então nem eram nascidos”, contou Morais Santos.

O diretor-geral do DCTA, tenente-brigadeiro-do-ar Ailton dos Santos Pohlmann, advertiu para a urgência de concursos públicos para contratar uma nova geração de técnicos, enquanto há tempo para que possam conviver com os atuais, a grande maioria já bem próxima da aposentadoria.

O risco, bastante grave, disse Pohlmann, é de uma interrupção no processo histórico de acumulação de conhecimento tecnológico, com o fim de uma geração sem o surgimento de uma nova. “Estamos perdendo pessoal numa velocidade cada vez maior; até 2020, todos estarão fora”, previu.

Comentário: Caro leitor o Brasil está passando por um momento crucial no seu programa espacial, pois o servidores que atualmente trabalham  no PEB estão se aposentando e não se abrem concursos para trabalhar nas agências relacionadas com o PEB como exemplo o INPE e o CTA, sendo assim não se passa o conhecimento para a próxima geração. E os nossos queridos políticos elegidos por nós não se importam com um tema de extrema importância de soberania nacional. Basta pensar que todos os países desenvolvidos e o atual BRIC excluindo Brasil priorizam o seu programa espacial para manter a soberania, mas o Brasil?

Se o Brasil não começar a abrir o olho será tarde demais! De que adianta comprar caças e submarinos se o Brasil não possui nenhum satélite de comunicação no espaço continuaremos a mercer dos países detentores de tecnologia. Como iremos monitorar as nossas riquezas.

O que podemos fazer  leitor para contribuirmos para a mudança desse quadro? Uma petição, encher a caixa de emails das secretárias dos deputados ou passeatas.

Precisamos agir já!

domingo, 3 de abril de 2011

Foguete Brasileiro lançado com sucesso na europa VBS - 30

O lançamento do VSB-30 V15 - TEXUS 49 ocorreu com sucesso, hoje, dia 29 Mar, às 6:00 h local, a partir do Centro de Lançamento de Esrange, em Kiruna - Suécia.

O Voo foi nominal, perfeito, e a carga útil recuperada. Segue os principais dados).

- Massa de carga útil: 379 kg;

- Apogeu: 268,2 km (nominal = 264,0 km);

- Tempo de microgravidade = 378 sec;

- Alcance = 92 km;

- ponto de impacto < 1 sigma;

- aceleração máxima do 1E = 7,9 g;

- aceleração máxima do 2E = 12,6 g.

O foguete alcançou a altitude de 268 km e a carga útil que continha quatro experimentos científicos, ficou por 06 minutos em ambiente de microgravidade e foi recuperada a 90 km do local do lançamento.

Neste lançamento, a ESA (Agência Espacial Européia) comemora 50 voos da carga útil TEXUS.

A Operação Texus 49 teve início em 18 de março e o lançamento somente ocorreu nesta data em virtude de condições meteorológicas desfavoráveis (fortes ventos balísticos) nos dias anteriores.


O programa TEXUS

O programa TEXUS(Technologie-Experimente unter Schwerelosigkeit), começou em 1976 numa joint-venture entre o Ministério Alemão da Educação e Pesquisa e Ministério da Economia e Tecnologia através da Agência Espacial Alemã, o programa utiliza foguetes de sondagem para atingir condições de ambientes de micro-gravidade por uns 6 minutos. 

Até dois foguetes são lançados por ano de Esrange. O foguete segue uma trajetória parabólica e podem alcançar uma altitude de 270km antes que volte a Terra e abra o para-quedas para que a carga seja recuperada por um helicóptero.

Durante os voos, os  experimentos são realizados em módulos separados. Os dados são adquiridos através da telemetria durante o vôo e após a recuperação da carga útil. Os testes podem ser controlados e monitorados através de comandos por tele comandos.

O TEXUS programa oferece aos cientistas a oportunidade de realizar experimentos independentes em micro-gravidade e preparar experimentos para serem levadas na estação espacial. A favor do programa está o baixo custo de preparação em comparação a missões tripuladas.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Laboratório Reduz Gargalo Espacial



Virgínia Silveira
Valor Econômico
25/02/2011



O Brasil está prestes a resolver um dos principais gargalos do seu programa espacial. Na segunda-feira, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, inaugura o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação, o primeiro em sua categoria na América do Sul, concebido para suportar as atividades de desenvolvimento de um sistema de navegação utilizado na estabilização de satélites em órbita e na orientação de um foguete no espaço.

O novo laboratório, que custou R$ 15 milhões e foi financiado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), está vinculado ao projeto Sistemas de Navegação Inercial para Aplicação Aeroespacial (SIA). Administrado pela Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa e avaliado em R$ 40 milhões, o projeto SIA é responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma inercial completa. O primeiro protótipo da plataforma, de acordo com o coordenador do SIA, Waldemar de Castro Leite, já está com 70% do seu desenvolvimento concluído e a previsão é que o sistema seja testado no ano que vem, durante o lançamento do foguete brasileiro VLS.

Com capacidade para testar sensores em um nível de precisão de 0,1 grau por hora, o equivalente à medição de movimentos 100 vezes menores que o de rotação da Terra, o laboratório também estará disponível para atender a empresas de outros setores não ligados ao programa espacial, na área de sistemas inerciais. "O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial poderá testar, de forma precisa, nesse laboratório, o sistema de controle do seu veículo aéreo não tripulado, em fase de desenvolvimento", diz Castro.

A Petrobras, segundo Castro, terá a opção de fazer no Brasil a calibração dos sistemas PIG. Esse dispositivo é usado com a finalidade de limpar o interior de dutos no fundo do mar. Empresas como a EMBRAER e a NAVCOM, que adotaram sistemas de navegação inercial em seus produtos, também poderão utilizar a estrutura do laboratório para fazer a calibração desses equipamentos e economizar o investimento feito em unidades estrangeiras.

A execução do projeto SIA está a cargo do Instituto de Aeronáutica e Espaço, órgão de pesquisa e desenvolvimento vinculado ao departamento aeroespacial. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) também participa do projeto, mas com o objetivo de montar uma malha de simulação real do sistema de controle de um satélite. O Instituto de Aeronáutica vai fornecer para o INPE um dos sistemas da plataforma inercial, chamado de girômetro, explicou Castro.

O sistema inercial de um foguete é composto por dois sensores principais: o girômetro e o acelerômetro, que repassam as informações sobre a posição do foguete no espaço para o computador de bordo do veículo. A plataforma inercial localiza e orienta o foguete durante a sua trajetória de lançamento, indicando, inclusive, os desvios de rota que possam ocorrer nesse período.

Ao desenvolver seu próprio sistema de navegação espacial, o Brasil entra para o seleto grupo de países capazes de desenvolver um dos componentes essenciais de um veículo lançador e, por isso, deixa de se submeter a todo tipo de embargo por parte dos países desenvolvidos. "Desde 1989, nenhum foguete de sondagem brasileiro foi lançado com sistema de controle, por conta das dificuldades para se adquirir esse sistema no exterior", afirma Castro.

Os sistemas inerciais dos protótipos de foguetes lançados pelo departamento aeroespacial, nos últimos 15 anos, foram comprados da Rússia e da França, em meados da década de 1990, mas com a oposição dos Estados Unidos. Os satélites que o Brasil fez com a China levam um sistema de controle de órbita chinês. Para os novos satélites brasileiros em desenvolvimento, o INPE está adquirindo o controle de uma empresa argentina. As aeronaves SuperTucano, da Embraer, utilizam um sistema da empresa americana Honeywell.

O domínio da tecnologia que envolve o sistema de navegação de veículos espaciais, segundo Castro, é estratégico, pois dará ao Brasil mais autonomia para o desenvolvimento do seu programa espacial, que há vários anos vem sendo afetado por sucessivos embargos tecnológicos. As negociações para a compra dos sensores da central inercial do primeiro protótipo do VLS, da Rússia, por exemplo, levaram mais de dois anos para serem concluídas e aprovadas. Os embargos ainda persistem e também afetam a compra de componentes para os satélites do INPE.

A tecnologia do SIA, segundo o coordenador do projeto, também está sendo repassada para a indústria nacional. O desenvolvimento da plataforma inercial envolve um consórcio de empresas formado por Mectron Engenharia, Equatorial, Optsensys, Navcon e Compsis.


Comentário: Parece que agora o programa espacial brasileiro vai decolar!